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Crédito em incumprimento na banca moçambicana caiu para 384 milhões em 2025
O rácio de crédito em incumprimento fixou-se em 7,47%. O Banco de Moçambique assinala que o indicador permanece acima do “limite de 5%, internacionalmente recomendado”.
17 Jul 2026 - 09:56
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O crédito em incumprimento na banca moçambicana caiu para 27,99 mil milhões de meticais (384 milhões de euros) em 2025, 7,47% do total, abaixo dos níveis de 2024, segundo dados oficiais obtidos pela Lusa. De acordo com um relatório anual do Banco de Moçambique, o setor bancário “permaneceu estável, com rendibilidade satisfatória e níveis adequados de capitalização e liquidez” em 2025.
Acrescenta que o rácio de crédito em incumprimento (NPL) fixou-se em 7,47%, refletindo “uma melhoria da qualidade da carteira de crédito”, impulsionada por saneamentos e regularizações, retomando a tendência de redução interrompida em 2024, após os 9,31% registados no ano anterior. Em termos absolutos, o crédito em incumprimento totalizou 27,99 mil milhões de meticais (384 milhões de euros) no final de 2025, contra 30,41 mil milhões de meticais (417 milhões de euros) um ano antes, o que representa uma redução de 7,97%.
Contudo, o banco central assinala que o indicador permanece acima do “limite de 5%, internacionalmente recomendado”.
A agricultura, os transportes e comunicações, a indústria e o comércio registaram os rácios mais elevados de incumprimento, de 17,42%, 14,08%, 13,23% e 9,62%, respetivamente, refletindo, em parte, “o impacto da instabilidade pós-eleitoral e choques climáticos”.
O banco central considera que o risco de crédito permaneceu em nível baixo durante 2025, favorecido pela redução do incumprimento e pelo ritmo contido de crescimento do crédito à economia. Ainda assim, o relatório alerta que a recorrência de fenómenos climáticos extremos no país compromete a capacidade de muitos mutuários de honrarem os seus compromissos junto da banca, aumentando os riscos de crédito.
Nas perspetivas para os próximos anos, o banco central antevê que o risco de crédito permaneça em nível baixo, desde que o NPL se mantenha em valores de um dígito.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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