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Portugal tem uma das mais baixas taxas de juro médias no crédito à habitação da Europa. Mas isso vai acabar
Euribor a 12 meses ultrapassou os 3% pela primeira vez desde 2024, com subidas constantes desde março
24 Ago 2026 - 07:30
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Portugal tem uma das quatro taxas de juro médias mais baixas para novos empréstimos à habitação na zona euro. Segundo os últimos números do Banco Central Europeu (BCE), em abril deste ano, a taxa de juro média mais baixa para novos contratos era de 2,08% em Malta, seguida da Bulgária, com 2,45% (país recém-chegado ao euro), de Espanha, com 2,80%, e, finalmente, de Portugal, com 2,85%.
A taxa média praticada na zona euro em abril deste ano para os novos contratos de crédito à habitação estava nos 3,43%.
Mas aquelas taxas já têm um fim à vista. Na passada sexta-feira, as taxas Euribor voltaram a subir em todos os prazos, atingindo os valores mais altos em mais de um ano e meio.
No caso da Euribor a seis meses, que passou, em janeiro de 2024, a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, a taxa registada foi de 2,765%, o que significa um aumento de 0,028 pontos percentuais face à véspera. Este é, também, o valor mais alto deste indicador desde novembro de 2024.
Dados do Banco de Portugal referentes a junho indicam que a Euribor a seis meses representa 39,9% do stock de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representam 31,3% e 24,38%, respetivamente.
A 12 meses, a subida face à véspera foi de 0,013 pontos percentuais, para 3,003%, ultrapassando a barreira psicológica dos 3% pela primeira vez desde setembro de 2024.
No prazo mais curto, a soma de 0,017 pontos percentuais aos 2,507% de quinta-feira, para 2,524%, levou a Euribor a três meses a apresentar o valor mais alto desde março de 2025.
Em julho, a média mensal da Euribor subiu novamente, para 2,425% a três meses, 2,647% a seis meses e 2,855% a 12 meses.
A subida em Portugal já é visível e consistente: os juros no crédito à habitação voltaram a aumentar em julho, pelo segundo mês consecutivo, com a taxa de juro implícita a subir para 3,135%, mais 3,4 pontos base do que em junho. A prestação média para a totalidade dos contratos foi de 414 euros, um aumento de três euros face a junho e de 20 euros face a julho de 2025.
O Banco Central Europeu (BCE) manteve, em 23 de julho, as três taxas diretoras, como antecipado pelo mercado, que agora prevê pelo menos duas subidas das taxas durante os próximos meses.
O mercado atribui uma probabilidade superior a 90% a que o BCE aumente as taxas para 2,5% na próxima reunião, marcada para 10 de setembro, e que volte a subi-las entre março e junho do próximo ano, fixando-as nos 2,75%.
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