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Avaliação bancária da habitação sobe para 2208 euros por metro quadrado em maio
Preço mediano das casas subiu 17,1% em maio. A Península de Setúbal contina a liderar as subidas em termos homólogos.
26 Jun 2026 - 11:56
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Foto: Adobe Stock/TimeShops
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O preço das habitações não dá sinais de abrandamento e a mediana atingiu, em maio, 2208 euros por metro quadrado, segundo a avaliação bancária da habitação divulgada nesta sexta-feira pelo INE. Em relação ao mesmo mês de 2024, este valor equivale a uma subida de 17,1%, um crescimento superior aos 16,5% registados em abril.
Em comparação com o mês anterior, a mediana subiu 1,6%, o equivalente a 34 euros por metro quadrado. Segundo o INE, as regiões de Oeste e Vale do Tejo e Norte foram aquelas que reportaram o aumento mais expressivo dos preços, em 1,9%. Em relação ao período homólogo, a Península de Setúbal continua a destacar-se como a região com o maior incremento, em 22,5%.
Analisando ainda as várias regiões do país, é possível observar que, em maio, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentam os índices de valor mediano mais elevados face à mediana do país, em 50,4%, 31,6% e 23,3%, respetivamente.
No sentido oposto, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela e Terras de Trás-os-Montes têm os valores mais baixos em relação à mediana portuguesa, em 54,2%, 53,3% e 51,9%, respetivamente.
Em maio, foram consideradas 35 552 avaliações de habitação, mais 0,8% do que no mesmo mês do ano passado. Foram ainda mais 3,1% do que em abril. Do total, 22 139 eram apartamentos e 13 413 eram moradias.
O preço mediano dos apartamentos fixou-se em 2580 euros por metro quadrado, disparando 19,7% em termos homólogos. A Grande Lisboa destaca-se na liderança, com uma mediana de 3378 euros, seguida pelo Algarve, com 2945 euros. Na outra ponta surgem o Alentejo e o Centro, com 1584 euros e 1686 euros, respetivamente. O Oeste e Vale do Tejo foi, contudo, onde o aumento foi maior, em 26,3%, revela o INE.
Já no campo das moradias, estas registaram uma mediana de 1581 euros por metro quadrado, o que configura uma subida de 13,4% face a maio de 2025. Grande Lisboa e Algarve continuam no topo, com 2874 euros e 2786 euros, respetivamente. O Centro e o Alentejo voltam a estar no fundo, com 1152 euros e 1279 euros, respetivamente. O maior aumento, de 18,6%, deu-se nos Açores e no Oeste e Vale do Tejo.
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