2 min leitura
Banca perde importância no financiamento das empresas
Banco de Portugal faz análise da estrutura de financiamento das empresas portuguesas ao longo da última década
01 Out 2026 - 15:01
2 min leitura
Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresasFoto Freepick
Mais recentes
- Millennium BCP faz provisões de 40,6 milhões para créditos na Polónia
- Banca europeia sofre trambolhão nas bolsas e DBRS lança aviso sobre exposição às dívidas soberanas
- BPF aprova apoio a projeto de 100 milhões para produção de cenouras bebé em Santarém
- Revolut vai cobrir possíveis custos dos clientes associados à divulgação indevida de dados
- União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”
- Seguro de catástrofes terá tarifa em função do risco
Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresasFoto Freepick
O Banco de Portugal revelou, nesta quinta-feira, uma análise da estrutura de financiamento das empresas portuguesas ao longo da última década, que será incorporada no Boletim Económico de outubro. Neste trabalho, a entidade liderada por Álvaro Santos Pereira mostra que o financiamento bancário tem perdido peso enquanto instrumento a que as empresas recorrem para se financiar, “num contexto de aumento do peso dos outros débitos e créditos e do financiamento do resto do mundo”.
Segundo aquele trabalho, entre 2013 e 2024, os empréstimos como meio de financiamento das empresas caíram 8,6%, com as instituições financeiras e monetárias a registarem uma queda de 7,3%.
Já a rubrica “outros débitos e créditos” registou uma subida de 7,8% no período considerado, enquanto os financiamentos do resto do mundo cresceram 2,3%.
Mesmo assim, em Portugal, o crédito bancário continua a ter um peso ligeiramente superior ao observado na maioria dos países europeus, com cerca de 23%, contra 22,2%.
O balanço das empresas portuguesas aumentou significativamente nos últimos 10 anos, com este crescimento a ocorrer num contexto de forte aumento do número de empresas, que passou de 373 mil para 513 mil.
Aquele aumento foi financiado sobretudo por capitais próprios, o que levou a uma redução do rácio de alavancagem que, em Portugal, de menos 14,4 pontos percentuais, foi mais pronunciada do que na maioria dos países da área do euro, onde a redução foi de 8,1 pontos percentuais.
Em termos de passivos das empresas, as dívidas ao Estado representam 4% do passivo total. Ainda assim, 86% das empresas têm dívidas ao Estado, o que resulta, maioritariamente, de desfasamentos temporais entre o momento do registo contabilístico e o momento do pagamento.
Mais recentes
- Millennium BCP faz provisões de 40,6 milhões para créditos na Polónia
- Banca europeia sofre trambolhão nas bolsas e DBRS lança aviso sobre exposição às dívidas soberanas
- BPF aprova apoio a projeto de 100 milhões para produção de cenouras bebé em Santarém
- Revolut vai cobrir possíveis custos dos clientes associados à divulgação indevida de dados
- União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”
- Seguro de catástrofes terá tarifa em função do risco