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Banca portuguesa está resiliente mas riscos devem ser monitorizados
FMI elogia a resiliência e robustez da banca nacional, mas alerta que valorização do mercado imobiliário em plena expansão do crédito à habitação pode ser um risco.
24 Jun 2026 - 16:32
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O sistema financeiro português, em particular o setor da banca, tem mostrado ser resiliente e está mais forte desde a crise da dívida, mas os riscos devem ser seguidos de perto, indicou nesta quarta-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI). Na Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro de Portugal, o FMI considera que “os bancos demonstram resiliência sob severos testes de stress adversos, incluindo choques de magnitude semelhante aos da crise da dívida europeia”.
Por outro lado, “a rápida valorização dos imóveis justifica um acompanhamento rigoroso, visto que o crédito imobiliário está em plena expansão”, ainda que as medidas macroprudenciais contribuam para limitar os riscos sistémicos. Para o FMI, as autoridades devem “assegurar recursos adequados para enfrentar os desafios emergentes”, sendo que os riscos do mercado imobiliário “exigem uma monitorização rigorosa e o Banco de Portugal deve continuar a desenvolver ferramentas para seguir os riscos do setor bancário”.
Em conferência de imprensa, Ranjit Singh, chefe da missão do FMI para o Programa de Avaliação do Setor Financeiro, sinalizou que “o sistema financeiro está numa posição mais forte do que há uma década, os bancos estão mais capitalizados e resilientes”. Desta forma, o sistema tem capacidade para resistir a choques financeiros, mas olhando para o futuro, a prioridade deve ser “preservar a resiliência enquanto o ambiente está a mudar”, nomeadamente no contexto internacional.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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