2 min leitura
Banco Central da Irlanda multa Coinbase Europe em 21,5 milhões
Coinbase Europe admitiu erros de código que levaram a falhas na monitorização de transações. Banco Central da Irlanda indica mais de 30 milhões de operações por monitorizar devidamente.
07 Nov 2025 - 11:49
2 min leitura
Brian Armstrong, CEO da Coinbase | Foto: World Economic Forum/Faruk Pinjo
Mais recentes
- Teste “secreto” do BCE obrigou bancos a investir mais em cibersegurança
- Regulador do mercado espanhol publica guias com alertas para ‘finfluencers’
- Está dado o primeiro passo do lado americano: acionistas do Webster aprovam compra pelo Santander
- BNP Paribas reforça parceria com a Mistral para combater ameaças de IA
- Reguladores americanos apostam em “critérios materiais” e deixam de lado os “critérios reputacionais”
- IOSCO divulga “kit de ferramentas” para supervisores dos mercados de capitais monitorizarem a IA
Brian Armstrong, CEO da Coinbase | Foto: World Economic Forum/Faruk Pinjo
O Banco Central da Irlanda aplicou uma multa de 21,5 milhões de euros à Coinbase Europe, subsidiária da Coinbase Global, por falhas na monitorização de transações. Segundo o regulador, as lacunas da empresa resultaram em mais de 30 milhões de transações – equivalentes a um montante superior a 176 mil milhões – não serem devidamente monitorizadas ao longo de 12 meses.
A Coinbase demorou quase três anos a concluir a monitorização das transações afetadas, informa o banco central, citado pela Reuters. Isto levou ao reporte de mais 2708 transações suspeitas para análise posterior das autoridades. O supervisor revela que as operações em questão eram suspeitas de estarem relacionadas com atividades criminosas como lavagem de dinheiro, fraude, tráfico de droga, ciberataques e exploração sexual infantil.
Por sua vez, a Coinbase admitiu que tinha três erros de código acidentais no seu sistema de monitorização de transações e que estes levaram a que cinco dos 21 cenários em que são procurados alertas não fossem totalmente sinalizados em 2021 e 2022.
A empresa garante ter corrigido os erros de código em duas a três semanas após a deteção. Mais ainda, acrescenta que tomou medidas para evitar que este tipo de erros se repita, incluindo mais testes e monitorização.
A Coinbase e o Banco Central da Irlanda, como parte do acordo, não podem afirmar que as transações suspeitas – com um valor acumulado de 13 milhões – tenham resultado efetivamente em atividade criminosa. O vice-governador do banco central, Colm Kincaid, alertou que “a falha deste sistema em qualquer instituição financeira cria uma oportunidade para os criminosos escaparem à deteção – e os criminosos vão aproveitar essa oportunidade”. “Os criptoativos possuem características tecnológicas específicas que, juntamente com as suas capacidades de reforço do anonimato e natureza transfronteiriça, os tornam especialmente atraentes para criminosos que pretendem movimentar os seus fundos”, acrescenta.
A multa inicial era de 30,7 milhões, tendo sido reduzida por via de acordo e com base na receita anual de 417 milhões da Coinbase Europe naquele período.
Mais recentes
- Teste “secreto” do BCE obrigou bancos a investir mais em cibersegurança
- Regulador do mercado espanhol publica guias com alertas para ‘finfluencers’
- Está dado o primeiro passo do lado americano: acionistas do Webster aprovam compra pelo Santander
- BNP Paribas reforça parceria com a Mistral para combater ameaças de IA
- Reguladores americanos apostam em “critérios materiais” e deixam de lado os “critérios reputacionais”
- IOSCO divulga “kit de ferramentas” para supervisores dos mercados de capitais monitorizarem a IA