3 min leitura
Banco central do Japão mantém taxa de juros mas começa a vender ativos
O Banco do Japão planeia vender ativos de 1,9 mil milhões anualmente para normalizar a política monetária. A decisão gerou pessimismo na Bolsa de Tóquio.
19 Set 2025 - 09:22
3 min leitura
Banco do Japão | Foto: Wikimedia
Mais recentes
- Anthropic vai informar reguladores e bancos centrais sobre fragilidades descobertas pelo modelo Claude Mythos
- Seguro obrigatório contra calamidades deverá entrar em vigor em 2027
- Banco de Inglaterra quer aligeirar regras que forçam separação entre banca de retalho e banca de investimento
- Semana Europeia do Dinheiro leva concurso de literacia financeira a 35 países
- Contratação de crédito via WhatsApp é a proposta lançada pela Minsait
- Novos clientes do BPI podem ter 100 euros de desconto na loja oficial da Seleção e 5 euros em cartão Continente por cada golo marcado
Banco do Japão | Foto: Wikimedia
O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve nesta quinta-feira as taxas de juro inalteradas, mas anunciou que vai começar a vender fundos negociados em bolsa e outros ativos que detém, adquiridos ao longo de uma década. As vendas terão início “assim que os preparativos operacionais necessários estiverem concluídos”, com um montante anual estimado de 330 mil milhões de ienes (1,9 mil milhões de euros), informou o banco central.
O BoJ anunciou a venda de fundos de investimento imobiliário japoneses (J-REIT, na sigla em inglês) que detém a uma taxa anual de cinco mil milhões de ienes (28,8 milhões de euros). A instituição prometeu que irá tentar “vender as participações em ETF [sigla em inglês para fundos negociados em bolsa ] e J-REIT a preços adequados, tendo em conta a situação dos mercados financeiros”.
O objetivo é evitar, “na medida do possível”, incorrer em perdas ou desestabilizar este ativos, afirmou o BoJ, num comunicado. O banco central japonês indicou que o ritmo das vendas descritas pode ser temporariamente ajustado ou suspenso em resposta a alterações na situação do mercado.
A decisão constitui um passo na normalização da política monetária do BoJ, que em março de 2024 iniciou um ajustamento na compra de fundos negociados em bolsa e outros ativos. As participações do BoJ vinham a expandir-se no meio da recente tendência de alta das ações japonesas, que atingiram níveis recorde na bolsa de valores local.
A Bolsa de Tóquio reagiu com pessimismo à decisão. Após a sua publicação, e duas horas antes do fecho da sessão, o seu principal índice, o Nikkei, estava a cair cerca de 1%, depois de ter aberto ao ritmo de mais um dia histórico.
No final da reunião mensal, o conselho de política monetária do banco central japonês optou, por sete votos a dois, por manter as taxas de juro para analisar mais de perto o impacto da redução das taxas norte-americanas. “A economia japonesa recuperou moderadamente, embora tenha sido evidente alguma fraqueza”, afirmou o BoJ, acrescentando que existem vários riscos para as perspetivas económicas, principalmente devido a fatores externos.
“Em particular, a forma como o comércio e outras políticas evoluirão em cada jurisdição e como a atividade económica e os preços internacionais reagirão a estas permanece altamente incerta”, enfatizou o banco central. Nesta situação, acrescentou a instituição, “é necessário prestar a devida atenção ao impacto destes acontecimentos nos mercados financeiro e cambial, bem como na atividade económica e nos preços no Japão”.
A Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu na quarta-feira cortar os juros em 25 pontos base, para um intervalo entre 4,00% e 4,25%, pela primeira vez desde dezembro de 2024.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Anthropic vai informar reguladores e bancos centrais sobre fragilidades descobertas pelo modelo Claude Mythos
- Seguro obrigatório contra calamidades deverá entrar em vigor em 2027
- Banco de Inglaterra quer aligeirar regras que forçam separação entre banca de retalho e banca de investimento
- Semana Europeia do Dinheiro leva concurso de literacia financeira a 35 países
- Contratação de crédito via WhatsApp é a proposta lançada pela Minsait
- Novos clientes do BPI podem ter 100 euros de desconto na loja oficial da Seleção e 5 euros em cartão Continente por cada golo marcado