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Banco de Inglaterra mantém taxa de juro diretora nos 3,75%
Entidade liderada por Andrew Bailey tomou a decisão por uma maioria de seis votos contra três
30 Jul 2026 - 15:39
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Andrew Bailey governador do Banco da Inglaterra | Foto BCE
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Andrew Bailey governador do Banco da Inglaterra | Foto BCE
Na reunião de 29 de julho, o Comité de Política Monetária do Banco de Inglaterra votou, por uma maioria de seis votos contra três, a favor da manutenção da taxa de juro diretora em 3,75%. Três membros votaram a favor de um aumento de 0,25 pontos percentuais, para 4%, revelou nesta quinta-feira a instituição liderada por Andrew Bailey.
«Em resposta aos acontecimentos no Médio Oriente, os preços do petróleo bruto e dos produtos energéticos refinados permaneceram voláteis e acima dos níveis registados antes do conflito. O impacto do choque energético na economia do Reino Unido continua a ser incerto», refere o banco central britânico.
A instituição acrescenta que «a política monetária não pode influenciar os preços da energia, mas está a ser definida de forma a garantir que o ajustamento da economia a esse choque permita atingir, de forma sustentável, a meta de inflação de 2%. A orientação da política monetária necessária para alcançar esse objetivo dependerá da dimensão e da duração do choque, bem como da forma como este se propaga pela economia, incluindo através das condições financeiras».
A inflação medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC) desceu para 2,6%, mas o Banco de Inglaterra espera que volte a subir ao longo deste ano, «à medida que os efeitos da subida dos preços da energia continuem a fazer-se sentir». A instituição alerta ainda que «o risco de surgirem efeitos de segunda ordem na formação dos preços e dos salários, contra os quais a política monetária deve atuar, aumenta quanto mais tempo persistirem os preços elevados da energia».
«Até ao momento, existem poucas evidências de que esses efeitos estejam a materializar-se, e os dados mais recentes continuam a apontar claramente para uma desinflação subjacente. As condições mais fracas do mercado de trabalho e as taxas de juro mais elevadas suportadas por famílias e empresas, em comparação com o período anterior ao conflito, deverão também contribuir para a redução da inflação ao longo do tempo», acrescenta o banco central.
O Comité considera que os riscos para as perspetivas de inflação permanecem enviesados em alta face ao cenário central apresentado no Relatório de Política Monetária de julho. Ainda assim, sublinha que essas perspetivas poderão alterar-se significativamente à medida que evoluírem os acontecimentos no Médio Oriente.
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