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Stablecoins chumbam no primeiro teste de um banco central sobre custos e rapidez das transferências internacionais
Banco de Itália testou o envio de 200 dólares através de dez corredores de remessas entre Itália e cinco países: Argentina, Brasil, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Japão
30 Jul 2026 - 14:23
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Para a SP 2026 será o ano das stablecoins na EuropaFoto Freepick
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Para a SP 2026 será o ano das stablecoins na EuropaFoto Freepick
O Banco de Itália realizou o primeiro teste sobre os custos e os tempos de execução de remessas internacionais baseadas em stablecoins, abrangendo vários corredores internacionais. Os resultados, divulgados nesta quinta-feira, mostram que «as stablecoins não oferecem uma vantagem sistemática em termos de custos: os custos totais variam entre 0,30% e quase 9% do montante transferido, sendo que a transferência on-chain tem apenas um impacto marginal».
«Os resultados relativos à rapidez das transferências também são bastante heterogéneos, uma vez que dependem da qualidade das infraestruturas nacionais de pagamento: onde existem sistemas de pagamentos instantâneos, a liquidação é concluída em menos de 20 minutos; onde são necessárias transferências bancárias convencionais, o processo demora entre um e dois dias úteis. As dificuldades nas fases de entrada e saída (on-ramp e off-ramp) continuam a ser a principal fonte de custos e de demora nas transferências», acrescenta o banco central italiano.
O exercício, realizado através da metodologia de «cliente mistério», consistiu na execução de transferências de 200 dólares ao longo de dez corredores de remessas entre Itália e cinco países: Argentina, Brasil, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Japão.
O Banco de Itália assinala, contudo, uma limitação quanto ao âmbito do exercício. «A análise abrange um número limitado de jurisdições e centra-se numa única stablecoin, o que significa que os resultados não podem ser generalizados ao universo mais vasto das remessas internacionais baseadas neste tipo de criptoativo. Diferenças nas estruturas de mercado, nos enquadramentos regulamentares e nas características específicas de cada stablecoin poderão conduzir a resultados distintos noutros contextos», refere a instituição.
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