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Banco de Portugal assume riscos no crédito à habitação

Álvaro Santos Pereira faz um apelo aos legisladores: “as recomendações do Banco de Portugal devem ser vinculativas”, taxa de esforço vai passar de 50% para 45%.

27 Mai 2026 - 12:25

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Foto: Banco de Portugal

Foto: Banco de Portugal

Em atualização

O Banco de Portugal assume o confronto com o governo ao nível das garantias do Estado no crédito à habitação jovem. “É preciso repensar o estímulo no crédito à habitação jovem. O LVT (relação entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel) no crédito à habitação com garantia do estado não está a ser cumprido”, afirmou Álvaro Santos Pereira que anunciou uma alteração da medida macroprudencial sobre a taxa de esforço no crédito à habitação de 50% para 45%.

“O principal risco interno tem que ver com a correção dos preços do imobiliário”, disse o governador nesta quarta-feira na apresentação do Relatório sobre a Estabilidade Financeira do Banco de Portugal. “Tivemos o maior crescimento do preço das casas em 2024 e 2025 na zona Euro”, acrescentou.

Álvaro Santos Pereira lançou um repto ao governo e aos legisladores: “está na hora de as recomendações do Banco de Portugal serem vinculativas! Acreditamos que assim quer o sistema financeiro, quer os cidadãos ficam mais protegidos”.

O banco vai propor ainda outras alterações nas regras que os bancos têm de cumprir quando emprestam dinheiro, como a diminuição das exceções permitidas e a redução da maturidade média (duração) dos empréstimos.

 

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