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Banco de Portugal força descida das taxas de juro nos cartões
Taxas máximas aplicáveis a partir de julho descem, exceto no ALD de veículos novos e usados e no crédito ao consumo para educação e saúde
03 Jun 2026 - 12:10
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Foto: Adobe Stock/alexmak
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O Banco de Portugal reduziu as taxas de juro máximas aplicáveis aos contratos de crédito aos consumidores celebrados a partir de julho. A única exceção diz respeito aos contratos de aluguer de longa duração (ALD) para veículos novos e usados, cujas taxas registam uma ligeira subida. As taxas máximas para o ALD de veículos novos passam de 4,8% para 5,1%, enquanto, no caso dos veículos usados, sobem de 6,3% para 6,6%.
Segundo uma nota divulgada nesta quarta-feira, a entidade liderada por Álvaro Santos Pereira fixa as taxas máximas dos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto em 18,5%, aplicando-se a mesma taxa à ultrapassagem de crédito. Até junho, estas taxas situam-se nos 19%.
No segmento do crédito ao consumo, as taxas máximas atualmente em vigor para créditos destinados a educação, saúde, transição energética e locação financeira de equipamentos são de 8,5%. A partir de julho, a taxa máxima sobe para 8,9%.
Já no que respeita aos restantes créditos pessoais — destinados a lar, obras, consolidação de créditos e outras finalidades — as taxas máximas descem de 15,6% para 15,3%.
Na aquisição de automóveis novos verifica-se uma ligeira subida da taxa máxima, de 10,8% para 10,9%, enquanto na compra de veículos usados ocorre uma ligeira descida, de 14,2% para 14,1%.
O Banco de Portugal apura e divulga trimestralmente os limites máximos das Taxas Anuais de Encargos Efetivas Globais (TAEG) a observar na celebração de contratos de crédito aos consumidores, bem como a Taxa Anual Nominal (TAN) máxima aplicável aos contratos de crédito enquadrados na categoria de ultrapassagem de crédito.
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