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Portal da Queixa: cartões representaram mais de metade das reclamações sobre crédito em 2025

No total, foram registadas mais de 3000 reclamações no Portal da Queixa em 2025 na área de crédito. Crédito pessoal - grande mercado e soluções de pagamento flexível originam 25% das queixas.

13 Mai 2026 - 07:00

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Foto: Adobe Stock/Farknot Architect

Foto: Adobe Stock/Farknot Architect

As queixas com cartões de crédito representaram 55,8% das queixas apresentadas no Portal da Queixa em 2025, na área de crédito, segundo os dados revelados pela Consumers Trust Labs. No total, foram registadas 3068 reclamações na plataforma ao longo do ano, mais 5,4% do que no ano anterior.

As áreas de crédito pessoal – grande mercado e soluções de pagamento flexível ocupam o segundo e terceiro lugar, respetivamente, em peso de queixas, com 13,2% e 11,8%. O crédito pessoal – especializado foi responsável por 9,8% das queixas e os intermediários de crédito, financiamento automóvel e financiamento e investimento por 5,1%, 3,3% e 1%, respetivamente.

Início de 2026: menos cartões, mais crédito pessoal

Por sua vez, no período de janeiro a abril, é possível notar algumas diferenças nas tendências das reclamações apresentadas sobre o setor. Os cartões continuam a dominar, mas ficam pelos 48,72% do total de 938 queixas feitas. O número de reclamações total baixou 4,5% em termos homólogos, enquanto aquelas relacionadas com cartões caíram 12,1%.

O segundo lugar continua a pertencer ao crédito pessoal – grande mercado, que teve uma quota de 17,8% das queixas, com o número a crescer 23,7%. Por outro lado, o crédito pessoal – especializado ascendeu ao terceiro posto, sendo responsável por 12,3% das reclamações. As soluções de pagamento flexível caem para quarto lugar no início de 2026, originando 9,8% das queixas, ficando os restantes lugares iguais.

Destaca-se o financiamento e investimento, que, nos primeiros quatro meses do ano, viram o número de reclamações aumentar 63,6%, a maior subida entre as várias subcategorias. Esta continuou, contudo, a ser que originou menos queixas, na ordem dos 1,9%.

Os dados divulgados pela Consumers Trust Labs permitem ainda averiguar as marcas que mais foram alvo de queixas por parte dos consumidores no início do ano.

Nos cartões de crédito, a Universo lidera de forma destacada, com mais de 80% das queixas. Segue-se o WiZink, com cerca de 19%, e o Cartão El Corte Inglés com menos de 1%. As transações e pagamentos são a razão de mais de metade destas reclamações.

No crédito pessoal – grande mercado, a Cetelem, do BNP Paribas, lidera com perto de 40% das queixas, seguida pelo Banco Credibom, com cerca de 25%. O Santander Consumer Bank surge em terceiro, perto de 13%. Também aqui as transações e pagamentos são a origem da maior parte das reclamações – cerca de 34% – seguidas de perto pelo atendimento e qualidade de serviço, com cerca de 30%.

A Oney, pertencente ao Groupe BPCE, foi responsável por mais de 57% das queixas no crédito pessoal – especializado. Seguem-se a UNICRE e a BBVA Consumer Finance, com 27% e 13%, respetivamente. As transações e pagamentos voltam a estar na raiz de mais de metade das queixas.

Já nas soluções de pagamento flexível, as transações e pagamentos espoletaram 84% das reclamações. Nesta subcategoria, a marca mais visada é a Klarna, com quase dois terços das reclamações. A seQura serviced by SVEA esteve na origem de 18,5% das reclamações e a Scalapay na de 12%.

A Bravo representou a maioria das queixas sobre intermediários de crédito, com perto de 63%, seguida pela CrediPoupança e pelo Doutor Finanças, ambos com 8,5%. Aqui, a maioria das queixas prende-se com fraude, segurança e privacidade, origem de 47% das mesmas.

No financiamento automóvel surge a 321 Crédito, do Banco CTT, em primeiro lugar, com 37% das queixas, seguida pela Volkswagen Financial Services e a Mobilize Financial Services, com 39% e 17%, respetivamente. As transações e pagamentos voltam a estar em destaque, com 44%, e o atendimento ao cliente surge próximo, com 39%.

Por fim, no financiamento e investimento, a Lusitania Services Group lidera com 33,3%. A Lisgarante e a LemFi empatam com 11%. Mais uma vez, a fraude volta ao lugar cimeiro, na origem de mais de metade das queixas.

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