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Banco de Portugal no top 10 das empresas mais atrativas para trabalhar

A entidade liderada por Álvaro Santos Pereira é a única organização financeira na lista elaborada pela Randstad Portugal para a edição de 2026 do Randstad Employer Brand Research, o maior estudo independente a nível mundial sobre marca empregadora.

22 Mai 2026 - 08:00

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Foto: Banco de Portugal

Foto: Banco de Portugal

O Banco de Portugal ocupa a 9.ª posição no top 10 das empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal, elaborado pela Randstad Portugal. A edição de 2026 do Randstad Employer Brand Research, divulgada nesta sexta-feira, é o maior estudo independente a nível mundial sobre marca empregadora e identifica os fatores que os profissionais mais valorizam na escolha de um empregador.

“Numa altura em que as empresas continuam a enfrentar desafios na atração e retenção de talento, os resultados do estudo mostram que as prioridades dos trabalhadores portugueses permanecem relativamente estáveis, mas com um reforço claro da importância atribuída ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal”, refere a Randstad em comunicado.

O estudo identifica os cinco fatores considerados mais importantes pelos portugueses na escolha de um empregador: salário e benefícios competitivos (68%), equilíbrio entre vida profissional e pessoal (67%), progressão na carreira (65%), ambiente de trabalho agradável (63%) e segurança no emprego (58%).

Os resultados demonstram que, embora o salário continue a liderar as prioridades dos profissionais, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal reforçou significativamente a sua importância, aproximando-se do topo das preocupações dos trabalhadores portugueses.

As mulheres e os profissionais com maior nível de escolaridade atribuem ainda maior relevância à combinação entre remuneração competitiva, progressão na carreira e ambiente de trabalho positivo.

Apesar de os empregadores em Portugal serem globalmente bem avaliados em fatores como segurança no emprego, reputação e ambiente de trabalho, o estudo evidencia um desfasamento significativo entre aquilo que os profissionais procuram num empregador ideal e a forma como avaliam as empresas onde trabalham atualmente.

O maior alerta surge ao nível da remuneração: salário e benefícios são o fator mais valorizado pelos profissionais, mas ocupam o último lugar (12.º) na avaliação feita aos empregadores atuais. Existem igualmente lacunas relevantes na progressão na carreira e no apoio ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

“As conclusões deste estudo mostram que os profissionais portugueses continuam a procurar estabilidade e remuneração competitiva, mas existe uma valorização crescente do equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Hoje, os trabalhadores esperam mais do que um salário atrativo: procuram empresas capazes de proporcionar bem-estar, flexibilidade, desenvolvimento e uma experiência de trabalho positiva”, afirma Isabel Roseiro, diretora de Marketing da Randstad Portugal.

A responsável acrescenta ainda que “salário, progressão na carreira e equilíbrio entre vida profissional e pessoal são fatores inegociáveis. Quando estas expectativas não são cumpridas, aumenta significativamente a probabilidade de mudança de emprego”.

Os resultados do estudo revelam também uma dinâmica contínua de mobilidade no mercado de trabalho português: 12% dos profissionais mudaram de emprego nos últimos seis meses e 23% planeiam fazê-lo no decorrer do próximo semestre.

Os principais motivos apontados para abandonar uma empresa refletem precisamente as prioridades menos satisfeitas pelos empregadores: remuneração demasiado baixa (50%), falta de oportunidades de progressão na carreira (42%) e dificuldades em assegurar um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional (41%).

O talento operacional continua a ser o segmento com maior intenção de mudança de emprego, enquanto os profissionais digitais demonstram níveis mais elevados de satisfação relativamente ao empregador atual.

O Randstad Employer Brand Research 2026 revela ainda que um bom ambiente de trabalho (53%), tempo garantido para descanso e recuperação (50%) e modelos de trabalho flexíveis (40%) são os principais fatores que contribuem para um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal.

Os profissionais mais jovens valorizam sobretudo cargas de trabalho e expectativas mais equilibradas, enquanto os profissionais com mais de 35 anos atribuem maior importância a fatores relacionados com saúde, bem-estar e apoio social e familiar.

Apesar da crescente valorização da flexibilidade, a adoção do trabalho remoto continua limitada em Portugal: apenas cerca de três em cada dez profissionais trabalham remotamente, pelo menos parte do tempo.

Na procura de novas oportunidades profissionais, o portal Net-Empregos continua a liderar como a plataforma mais utilizada e com maior taxa de sucesso entre os candidatos portugueses. Seguem-se o LinkedIn, as redes de contactos pessoais e as redes sociais.

O estudo revela também diferenças geracionais relevantes: os profissionais mais jovens recorrem cada vez mais a ferramentas digitais, Google Jobs e aplicações de inteligência artificial para procurar emprego, enquanto os profissionais mais experientes continuam a privilegiar contactos pessoais e plataformas tradicionais.

Na edição de 2026 do Randstad Employer Brand Research, o Grupo Nabeiro – Delta Cafés volta a surgir como a empresa mais atrativa para trabalhar em Portugal, seguido da Microsoft e da The Navigator Company.

O top 10 das empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal é composto por:

  1. Grupo Nabeiro – Delta Cafés
  2. Microsoft
  3. The Navigator Company
  4. Siemens
  5. OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal
  6. Bosch
  7. Nestlé
  8. RTP – Rádio e Televisão de Portugal
  9. Banco de Portugal
  10. CUF

Segundo o estudo, os principais fatores associados às empresas mais atrativas em Portugal são: tecnologia de ponta, boa reputação, gestão e liderança fortes e um ambiente de trabalho agradável.

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