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Banco Português de Fomento apoiou até maio 16 mil empresas
Resultado líquido consolidado de 2025 soma 10 milhões de euros. Todas as entidades participadas do Grupo BPF registaram resultados positivos
01 Jun 2026 - 11:10
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CEO do BPF, Gonçalo Regalado | Foto: BPF
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CEO do BPF, Gonçalo Regalado | Foto: BPF
O Banco Português de Fomento (BPF) apresentou nesta segunda-feira os resultados financeiros de 2025 e fez um balanço da atividade desenvolvida até maio deste ano. Até ao mês passado, o banco alcançou 4,3 mil milhões de euros de atividade acumulada e apoiou cerca de 16 mil empresas, distribuídas da seguinte forma: 2,96 mil milhões de euros em garantias nacionais (14 mil empresas), 1,1 mil milhões de euros em subvenções atribuídas (1,8 mil empresas), 39 milhões de euros em investimentos de capital (20 empresas) e 208 milhões de euros em financiamento de Banca de Investimento (três projetos).
No que respeita aos resultados financeiros de 2025, o BPF registou um resultado líquido individual de 7,8 milhões de euros, enquanto o resultado líquido consolidado do Grupo ascendeu a 10 milhões de euros. A instituição liderada por Gonçalo Regalado refere, em comunicado, que “todas as entidades participadas do Grupo BPF geraram resultados positivos no mesmo período, sendo que o crescimento das comissões reflete o aumento da atividade operacional”.
“A margem financeira foi impactada pela descida das taxas de juro de mercado, tal como acontece com os bancos comerciais, num contexto em que o Banco reforçou a sua missão de mobilização de capital para a economia real, privilegiando o financiamento ao investimento e às empresas, em detrimento da maximização do rendimento financeiro passivo. Simultaneamente, procedeu à regularização de dívidas alongadas a empresas, entidades públicas, fundos europeus e demais parceiros”, refere o mesmo comunicado.
“Em 2025 superámos todos os resultados da nossa história de 30 anos. Foi um ano marcado por uma revolução no Banco Português de Fomento, com a geração de novos líderes, a ousadia de uma equipa que renasceu das cinzas e a ambição de uma geração de liberdade para quebrar as fronteiras do status quo e vencer em todas as frentes. Hoje, o BPF tem um impacto muito significativo no apoio à economia e aos projetos estruturais de investimento, é respeitado em toda a Europa e colocou Portugal no topo da Europa”, considera Gonçalo Regalado, CEO do BPF.
Em termos de financiamento dos chamados “projetos estruturantes”, o BPF participou no novo Hospital de Lisboa Oriental, num investimento total de 455 milhões de euros, dos quais 15 milhões foram financiados pelo banco. Participou igualmente no projeto da nova linha ferroviária de alta velocidade, com um investimento total de 2,68 mil milhões de euros, dos quais 110 milhões foram financiados pelo BPF, bem como na construção de dois novos centros de dados na região de Lisboa, correspondentes a um investimento de 253 milhões de euros, dos quais 25 milhões foram financiados pelo banco.
Nos instrumentos de capital, a instituição liderada por Gonçalo Regalado acelerou a execução dos programas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), passando de uma taxa de execução de 28% em 2024 para 98% em 2025.
Nos financiamentos com garantia pública, o BPF destaca a redução do tempo médio de decisão de 49 dias para um intervalo entre dois e cinco dias. Refere ainda que mais de 150 mil empresas dispõem de 42 mil milhões de euros em garantias pré-aprovadas.
Segundo a instituição, registaram-se mais de 10 milhões de consultas no Portal Banca e o índice de satisfação dos clientes atingiu os 80%.
O Banco Português de Fomento vai ter um aumento de capital de 1,5 mil milhões de euros até 2030 disse nesta segunda-feira Gonçalo Regalado, em conferência de imprensa em Lisboa. O Banco de Fomento é totalmente público pelo que o aumento de capital será feito pelo Estado.
Atualmente, o capital do banco é de cerca de 500 milhões de euros e está previsto que a injeção de dinheiro seja progressiva, até o capital do banco totalizar dois mil milhões de euros em 2030.
Segundo Gonçalo Regalado, o objetivo do aumento de capital decidido pelo Governo é que o banco tenha recursos para mobilizar 30 mil milhões de euros em financiamento, cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português.
O grupo Banco Português de Fomento (100% detido pelo Estado português) foi criado com o objetivo de promover a modernização das empresas e o desenvolvimento económico do país, financiando investimentos com empréstimos e participando em projetos como acionista.
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