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Bancos centrais do Médio Oriente tomam medidas para conter impacto da guerra no sistema financeiro
Os bancos centrais dos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar tomaram medidas para manter a liquidez dos bancos e sustentar a concessão de crédito.
07 Abr 2026 - 07:09
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A guerra no Irão conta com várias semanas e os seus impactos económicos fazem-se sentir no resto do mundo. Entre os países do golfo pérsico, já são três cujos bancos centrais avançaram com ações para atenuar os efeitos do conflito, implementando “medidas monetárias, regulatórias e macroprudenciais específicas com o objetivo de preservar a liquidez do sistema bancário, sustentar a concessão de crédito e limitar o aperto procíclico das condições de financiamento”, segundo a Morningstar DBRS.
O Banco Central dos Emirados Árabes Unidos (BCEAU) “introduziu medidas com o intuito de preservar a resiliência do sistema financeiro no meio da incerteza elevada”, considera a DBRS. O pacote apresentado pelo supervisor bancário flexibiliza a regulação no que diz respeito ao tratamento de empréstimos concedidos a particulares e empresas que tenham sido afetados por circunstâncias extraordinárias.
O BCEAU decidiu ainda implementar um alívio temporário dos ‘buffers’ de requisitos de capital, bem como dos limites do rácio de cobertura de liquidez (LCR, na sigla inglesa) e do ‘net stable funding ratio’ (NSFR).
Também o Banco Central do Kuwait tomou diligências neste sentido. Houve um aligeirar temporário dos requisitos de liquidez, através do LCR, do NSFR e ainda do rácio de liquidez regulatório. O regulador estabeleceu também limites mais elevados para os desequilíbrios de liquidez acumulados e as exposições do crédito. Foi ainda libertada uma porção do ‘buffer’ de conservação de capital, informa a agência de ‘rating’, “dando alívio de capital ao sistema bancário”.
Por sua vez, o Banco Central do Qatar disponibilizou “liquidez ilimitada em riyals do Qatar, através de operações de recompra com prazos de vencimento até três meses, a par de uma redução das reservas mínimas de 4,5% para 3,5%, com o objetivo de reforçar as condições de liquidez no sistema bancário nacional”, nota a DBRS. Foi também introduzido um regime de moratórias, que permite aos bancos adiar pagamentos de capital e juros dos mutuários com dificuldades financeiras.
Já o Banco de Desenvolvimento do Qatar lançou vários programas de apoio de emergência para empresas. Isto inclui a concessão de garantias de créditos parciais, de modo a facilitar o acesso a financiamento bancário e mitigar pressões sobre a liquidez de curto prazo das empresas elegíveis.
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