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Bancos consideram exposição às políticas comerciais americanas pouco relevantes
As instituições bancárias, portuguesas e europeias, reportam uma maior aversão ao risco e uma redução da procura de crédito por empresas nos últimos 12 meses.
03 Fev 2026 - 15:51
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Foto: Adobe Stock/diy13
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Os bancos portugueses consideraram a exposição às alterações nas políticas comerciais e à incerteza associada, via empréstimos a empresas com exposição ao comércio internacional, como “pouco importante”, tanto nos últimos 12 meses como nos próximos.
O inquérito sobre o mercado de crédito do Banco de Portugal, divulgado nesta terça-feira, explica que, apesar das revisões em baixa do crescimento económico na Europa devido às tarifas dos EUA, “o impacto das tensões comerciais revelou-se mais moderado do que o esperado”.
Comparadas com as homólogas europeias, as empresas portuguesas consideraram as tensões comerciais “ligeiramente mais relevantes”. Contudo, essa relevância era, globalmente, “reduzida”. No caso dos bancos em específico, a maioria destas instituições a nível europeu “considera esta exposição como nada importante e antecipa que esta situação se mantenha nos próximos 12 meses”.
O impacto das tensões comerciais nos bancos da Zona Euro é “globalmente moderado”. “Em Portugal, não foram assinalados impactos nos principais indicadores financeiros ao longo dos últimos 12 meses”, sublinha o banco central. Notam, contudo, uma “deterioração ligeira do rácio de NPL”. Assim, “tanto em Portugal como na área do euro, os bancos consideram que o novo contexto internacional contribuiu para a diminuição da tolerância ao risco e para um ligeiro aumento da restritividade dos critérios de concessão de crédito a empresas”.
Ainda no que diz respeito ao impacto nos empréstimos a empresas, os bancos revelam que se devem manter os critérios mais restritivos também no próximo ano. As instituições, tanto nacionais como da Zona Euro, reportaram uma redução da procura de empréstimos por empresas. “Os bancos portugueses e os do conjunto da área do euro antecipam, de um modo geral, impactos semelhantes aos reportados para os últimos 12 meses”, remata o banco central.
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