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81% dos seniores portugueses apoiam financeiramente os filhos ou os netos
Barómetro Europeu do Consumo Observador Cetelem mostra que a média na União Europeia não vai além dos 69%
28 Abr 2026 - 15:32
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Os cidadãos seniores (com mais de 60 anos) em Portugal são dos que mais apoiam os filhos e os netos em toda a União Europeia (UE). Segundo a última edição do Barómetro Europeu do Consumo Observador Cetelem, marca comercial do BNP Paribas Personal Finance em Portugal, intitulada “Consumo Sénior | Choque demográfico na Europa: Como o Consumo Muda com a Idade”, 81% dos idosos portugueses afirma apoiar financeiramente filhos e netos (face a 68% na UE).
“Num país onde 31% da população tem 60 anos ou mais (apenas atrás de Itália, na média europeia), os portugueses revelam sinais de resiliência, refletidos num otimismo que se traduz na valorização do bem-estar, na crescente adoção tecnológica e numa forte solidariedade intergeracional. De facto, Portugal é um dos países onde os seniores (inquiridos com mais de 60 anos) assumem um papel mais relevante na estabilidade familiar: 81% apoiam filhos e netos (face a 68% na UE), um auxílio considerado fundamental por 92% dos seniores nacionais, que manifestam preocupação (60%) quanto ao futuro dos mais jovens”, refere o barómetro divulgado nesta terça-feira.
O estudo do Observador Cetelem aponta ainda para uma adoção tecnológica em crescimento nesta faixa etária, com cerca de 21% dos inquiridos em Portugal a afirmarem ter hábitos digitais regulares, um valor superior à média europeia (15%) e que coloca o país apenas atrás da Suécia e da Itália. Esta digitalização reflete-se no consumo e no tempo livre, sendo o lazer uma prioridade para 76% dos portugueses nestas idades.
No comércio eletrónico, o turismo lidera, com 43% dos seniores que compram online a adquirir viagens, seguindo-se a cultura, com a compra de livros e bilhetes para eventos culturais (27%), a eletrónica de consumo (21%) e o vestuário (20%). Portugal destaca-se ainda nas subscrições de streaming de televisão (82% face a 32% na UE), com 27% a utilizarem estas plataformas.
Além disso, o perfil de consumo do sénior português caracteriza-se por um equilíbrio pragmático. Se, por um lado, 91% valorizam pequenos “mimos” ocasionais e 88% procuram garantir conforto, a racionalidade prevalece, com 80% a afirmarem evitar ativamente gastos desnecessários.
No momento da compra, o preço é decisivo para 83% dos inquiridos, sendo que 54% são particularmente sensíveis a promoções (em contraste com 32% na Europa). A sustentabilidade também ganha relevância: nos últimos dez anos, 32% optaram por reparar em vez de substituir e 26% compram produtos recondicionados.
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