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Bancos europeus e americanos aumentaram tolerância ao risco regulatório

Estudo do BIS revela que bancos ajustaram as suas metas de capital e estratégias de gestão nos últimos anos, refletindo escolhas conscientes e impacto direto na economia real.

05 Set 2025 - 14:04

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Foto Citi bank Wells Fargo JP Morgan

Foto Citi bank Wells Fargo JP Morgan

Um estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revela que os grandes bancos dos EUA e da área do euro aumentaram a sua tolerância ao risco regulatório (TRR) após a crise financeira de 2007/08, ajustando as suas estratégias de gestão de capital.

Segundo o documento agora disponibilizado, os investigadores Mikael Juselius, Aurea Ponte Marques e Nikola Tarashev analisaram 68 trimestres de dados, cobrindo 17 bancos norte-americanos e 17 bancos da área do euro, antes e depois da dita crise.

O estudo concluiu que, após a crise, os bancos reduziram sistematicamente as metas de almofadas de capital de gestão, aumentando a TRR. Os autores explicam que esta métrica “é útil para interpretar o comportamento de gestão de capital dos bancos” e que o aumento da TRR “reflete sobretudo reduções nas metas das almofadas de gestão”.

O documento também destaca que os bancos com choques mais voláteis nas suas almofadas de gestão definiram metas mais elevadas e velocidades de reversão mais rápidas após a crise, sugerindo que a TRR “é uma escolha consciente”.

Além disso, refere o BIS, os bancos sujeitos a aumentos significativos dos requisitos de capital pós-crise aumentaram ainda mais a sua TRR.

Uma das descobertas mais relevantes refere-se ao impacto na economia real: “Apenas os bancos com TRR elevada tendem a responder ao esgotamento das almofadas de gestão reduzindo a concessão de crédito, destacando implicações reais das escolhas de gestão de capital”. Por outro lado, bancos com TRR baixa ajustam o risco dos seus ativos por outras vias, sem cortar crédito.

O estudo introduz ainda uma nova métrica para avaliar a gestão de capital dos bancos, o ‘regulatory risk tolerance (RRT), que combina a meta da almofada de capital, a velocidade de reversão a essa meta e a volatilidade dos choques na almofada. Esta métrica permite comparar estratégias entre diferentes bancos e grupos, tendo em conta nacionalidade, dimensão, modelo de negócio e desempenho.

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