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Barclays sobe lucro para 7 mil milhões até setembro e corta 5000 postos de trabalho devido à IA

O Barclays revela que cortou mil empregos devido à integração da IA até ao momento e a estes vão juntar-se mais 4000 até ao fim do ano.

22 Out 2026 - 10:58

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Foto Barclays

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PT50

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O banco britânico Barclays anunciou nesta quinta-feira lucros atribuíveis de 6,96 mil milhões de euros até setembro, um aumento de 17% em termos homólogos, e um corte de 5000 postos de trabalho devido à implementação de IA. Num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, a instituição britânica aponta que o lucro antes de impostos atingiu 10 mil milhões de euros), mais 15% que no mesmo período do ano passado, enquanto as receitas totais aumentaram 8% para 28,47 mil milhões de euros.

Já as despesas operacionais cresceram 4% face ao período homólogo para 16,25 mil milhões de euros.

O banco anunciou ainda um programa de recompra de ações no valor de 597 milhões de euros. O CEO do Barclays, C. S. Venkatakrishnan, justificou o programa de recompra com a “forte criação de capital” e bom rácio de fundos próprios.

C. S. Venkatakrishnan enalteceu o bom desempenho do banco no período e reforçou a confiança de que a instituição vai atingir as metas de 2028. “No terceiro trimestre tivemos um crescimento homólogo de 7% na concessão de empréstimos nas nossas unidades de negócio com maior rentabilidade no Reino Unido, destacando-se especialmente a banca corporativa no Reino Unido, que teve um aumento homólogo de 14%”, referiu.

Depois do anúncio dos resultados, a administradora financeira do Barclays, Anna Cross, anunciou que a instituição prevê cortar este ano 5000 postos de trabalho – o equivalente a 5% da sua força laboral – devido à integração de inteligência artificial (IA). Em conferência de imprensa, em Londres, Anna Cross explicou que já foram eliminados mil postos de trabalho desde o início do ano e que se esperam reduzir outros 4000 até ao final do trimestre. Segundo o banco, a maior parte dos cortes vai afetar funções operacionais e de gestão em toda a instituição.

De acordo com Venkatakrishnan, a decisão resulta “dos investimentos em tecnologia” que têm sido feitos ao longo dos anos e que continuam a ser realizados. A tecnologia, de acordo com o responsável, permitiu otimizar fluxos de trabalho e reduzir a necessidade de determinados perfis, como programadores.

Em Portugal, o Barclays vendeu, em 2016, o negócio da banca de retalho ao Bankinter.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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