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BBVA não compra, mas vende: unidade romena adquirida pelo austríaco Raiffeisen por 591 milhões

Com esta aquisição, o RBI estima que se tornará o terceiro maior banco da Roménia em ativos. O BBVA aponta para um impacto positivo de 10 pontos base no rácio CET1.

28 Mar 2026 - 14:49

3 min leitura

Foto: RBI

Foto: RBI

O BBVA anunciou neste sábado que vai vender a sua subsidiária na Roménia ao banco austríaco Raiffeisen Bank International (RBI) por 591 milhões de euros. De acordo com a instituição da Áustria, a operação deve estar concluída no final de 2026.

O RBI pretende integrar o Garanti BBVA Group Romania na sua subsidiária no país, “de forma a concretizar as sinergias operacionais e de custos identificadas”, explica em comunicado. A empresa adianta que, com esta fusão, deve tornar-se o terceiro maior banco do país em ativos sob gestão, com base nos dados do primeiro semestre de 2025. De momento, a unidade do BBVA é a décima maior em ativos, segundo o banco espanhol.

No final de 2025, o Garanti BBVA tinha cerca de 4 mil milhões em ativos e uma quota de mercado de perto de 2%, informa o RBI. Já a subsidiária do banco austríaco ascendia a 17,5 mil milhões de ativos, contando com 2,3 milhões de clientes.

O RBI indica que a compra deve ter um impacto negativo de cerca de 60 pontos base no rácio CET1 do banco.

Por sua vez, o BBVA estima um impacto positivo de 10 pontos base no seu rácio CET1, com esta operação, e de 112 milhões de euros no resultado do grupo. A instituição revela que os ativos da unidade romena representavam menos de 5% do total da Garanti BBVA, uma empresa maioritariamente detida pelo banco e que está listada na Bolsa de Istambul.

O CEO do RBI, Johann Strobl, destaca a “forte posição de capital” do banco e reforça que a empresa procura crescer tanto de forma orgânica como através de aquisições nos seus mercados ‘core’. “Esta transação representa uma movimentação estratégica significativa num dos mercados bancários mais atrativos da Europa central e de leste, num país que conhecemos bem”, acrescenta.

O banco acredita que o mercado romeno oferece “potencial estrutural para crescimento e convergência”. Paralelamente, “o país tem uma posição económica e geográfica importante na União Europeia. Isto faz da Roménia um mercado muito atrativo tanto para a banca de retalho como para a banca ‘corporate’ e de investimento”.

Recorde-se que o RBI é um dos bancos que tem tido mais dificuldades em abandonar o mercado russo, que ainda representa uma parte significativa do seu negócio apesar de uma redução significativa da exposição nos últimos anos. Esta é a sua primeira aquisição significativa em vários anos, numa altura em que sofre pressão para abandonar o espaço russo.

O RBI não está sozinho entre os bancos austríacos que procuram crescer com aquisições. No ano passado, a maior instituição bancária do país, o Erste Group Bank chegou a acordo para comprar o banco polaco do Santander, por cerca de 7 mil milhões. Recentemente, o BAWAG, um banco mais pequeno que o RBI, confirmou o seu interesse no irlandês PTSB.

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