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BCE aponta abrandamento das pressões salariais
Barómetro indica uma subida de 1,7% no primeiro trimestre de 2026, abaixo dos 2,1% do segundo trimestre de 2025.
17 Set 2025 - 16:46
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Uma das constantes preocupações do Banco Central Europeu (BCE) é o “sobreaquecimento” da economia provocado pelo aumento dos salários na zona euro. Segundo o barómetro salarial do BCE, que abrange acordos de negociação coletiva em vigor e foi divulgado nesta quarta-feira, as pressões salariais estão a abrandar, ao apontar para um crescimento salarial negociado — já com pagamentos pontuais suavizados — de 4,6% em 2024 (com base numa cobertura de 50,1% dos trabalhadores nos países participantes) e de 3,2% em 2025 (com base numa cobertura de 47,9%).
Para o primeiro semestre de 2026, o indicador global do BCE situa-se em 1,7% (abaixo dos 2,1% do segundo trimestre de 2025 e dos 4,3% do primeiro semestre de 2025). O indicador sem ajustamento de pagamentos pontuais fixa-se em 2,4% (abaixo dos 2,6% do segundo trimestre de 2025 e dos 3,3% do primeiro semestre de 2025), enquanto o indicador que exclui pagamentos pontuais se situa em 2,5% (abaixo dos 3,3% do segundo trimestre de 2025 e dos 4,3% do primeiro semestre de 2025).
No geral, o barómetro de acompanhamento salarial do BCE pode ser sujeito a revisões e a componente prospetiva não deve ser interpretada como uma previsão, uma vez que apenas reflete a informação disponível relativa aos acordos de contratação coletiva em vigor. Além disso, o indicador do BCE não acompanha exatamente o crescimento salarial negociado, sendo expectáveis desvios ao longo do tempo.
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