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BCE começa a debater se taxas devem cair abaixo do neutro
Responsáveis políticos têm afirmado que o banco central não está a abrandar nem a estimular o crescimento na esperança de manter a inflação estável.
23 Out 2024 - 11:19
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Foto: Unsplash/Bruno Wilson
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Foto: Unsplash/Bruno Wilson
Os decisores políticos do Banco Central Europeu começaram a debater se as taxas de juro devem ser reduzidas o suficiente para começar a estimular a economia, pondo fim a anos de restrições económicas, avança a Reuters nesta quarta-feira.
O BCE tem vindo a reduzir rapidamente as taxas de juro este ano, mas os responsáveis políticos têm afirmado até agora que o objetivo é um cenário neutro, em que o banco central não está a abrandar nem a estimular o crescimento, na esperança de manter a inflação estável.
Embora as fontes da Reuters, que falaram sob condição de anonimato, tenham sublinhado que qualquer consenso ainda está longe de ser alcançado, este facto assinala uma mudança significativa no debate sobre a definição de políticas, que poderá, em última análise, levar o banco a reduzir as taxas mais cedo e mais do que o atualmente esperado.
A mudança ocorre numa altura em que a situação económica do bloco se está a deteriorar rapidamente e a inflação está muito abaixo das previsões anteriores, aumentando o risco de o crescimento dos preços ficar aquém do objetivo do BCE, tal como aconteceu durante quase uma década antes da pandemia.
Esta situação está a levar alguns decisores políticos a argumentar que o BCE ficou para trás na curva e que serão necessários cortes mais profundos do que se pensava para evitar que a inflação desça demasiado, refere a agência noticiosa.
Os mesmos defendem também que o BCE deve rever a sua orientação para uma abordagem “reunião a reunião” na definição de políticas e deixar de fazer referência a taxas restritivas como sinal de que está a levar a sério os riscos de queda. “Penso que a neutralidade não é suficiente”, disse uma fonte com conhecimento direto da discussão. “Essa decisão ainda está a algum tempo de distância, mas a economia está estagnada há dois anos e não há recuperação à vista.”
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