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BCE faz lista das fraudes mais comuns que utilizam o seu nome
Esquema detetado em Itália envolve falsos funcionários do Sistema Europeu de Supervisão Financeira a exigir o pagamento de taxas para a recuperação de montantes perdidos em negociações online
13 Ago 2026 - 15:20
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Sede do BCE em FrankfurtFoto BCE
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Sede do BCE em FrankfurtFoto BCE
O Banco Central Europeu (BCE) detetou mais um esquema de fraude que utiliza indevidamente o seu nome. Desta vez, o caso foi identificado em Itália, onde os criminosos se fazem passar por funcionários do Sistema Europeu de Supervisão Financeira (ESFS) ou do Sistema Europeu de Vigilância Financeira (SEVIF). Os criminosos entram em contacto com as vítimas por telefone ou e-mail, alegando que estas devem pagar impostos ou taxas para poderem recuperar perdas sofridas em negociações online.
Na sequência da identificação de mais um esquema fraudulento, o BCE elencou os tipos de fraude mais comuns. Em primeiro lugar está o uso indevido do nome e do logótipo do BCE. Segue-se a falsa personificação de membros do Conselho Executivo do BCE ou de funcionários da própria instituição.
Existem também esquemas em que os criminosos alegam trabalhar para empresas que atuam em nome do BCE, por exemplo, para recuperar dinheiro perdido anteriormente em fraudes.
A criação de perfis falsos nas redes sociais de membros do Conselho Executivo ou do BCE para promover investimentos é outro dos esquemas identificados.
Informar as pessoas de que o BCE está a cobrar taxas por transferências transfronteiriças é outra das fraudes identificadas, assim como aquela em que os criminosos alegam que o BCE é também um banco comercial que presta serviços bancários online.
Uma das fraudes mais comuns, e que apresenta uma elevada taxa de sucesso, consiste em os criminosos entrarem em contacto com cidadãos, alegando trabalhar para o BCE e afirmando que estão a reter dinheiro que lhes pertence, necessitando de informações para proceder à sua devolução. Normalmente, este esquema é acompanhado de um pedido para que as vítimas efetuem um pagamento através de um site falso de banca online do BCE ou de um falso departamento de apoio ao cliente da instituição.
Ao nível dos falsos pagamentos, existe ainda a modalidade de solicitar um pagamento alegando que o BCE está a recolher depósitos ou pagamentos para a compra ou conversão de bitcoin ou de outros criptoativos, ou porque está a recuperar fundos para pessoas que foram vítimas de fraude.
Por último, e menos utilizado, está o esquema que consiste em incentivar as pessoas a contraírem empréstimos junto do BCE, alegadamente em condições muito atrativas.
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