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BCE vê inflação mais alta durante mais tempo
Philip R. Lane, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu, diz que estamos a sofrer uma “segunda onda de aumento de preços”
22 Set 2026 - 13:33
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Philip R Lane economista Chefe do BCE | Foto BCE
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Philip R Lane economista Chefe do BCE | Foto BCE
Segundo o Banco Central Europeu (BCE), a inflação ficará mais alta durante mais tempo. A justificação foi dada por Philip R. Lane, membro do Conselho Executivo do BCE, que explicou: “Estamos agora a testemunhar uma segunda onda de aumentos de preços, não apenas do petróleo, mas também do gás”.
Em entrevista ao diário suíço “Le Temps”, publicada nesta terça-feira no site do BCE, aquele responsável refere que os riscos geopolíticos estão novamente elevados. “Como resultado, acreditamos que, devido a esta segunda onda de aumento dos preços da energia, a inflação provavelmente permanecerá mais alta durante mais tempo, antes de regressar à nossa meta a partir de meados de 2027”.
Segundo Lane, “acreditamos que, se o choque energético for maior e mais persistente neste outono, isso irá abrandar a economia. Mas, se o choque energético não for tão severo, acreditamos que existem elementos positivos para a economia. Observamos muitos gastos governamentais em algumas partes da Europa, por exemplo, o pacote de infraestruturas e defesa da Alemanha e o programa Next Generation da União Europeia. E, mesmo que não sejamos o centro das atividades de Inteligência Artificial (IA), há empresas europeias suficientes envolvidas em IA para que a economia beneficie. Para nós, o cenário de base é que a economia europeia continue a crescer a um ritmo constante, embora moderado, desde que o choque energético não se agrave”.
Recorrendo à curva dos contratos de futuros de petróleo e gás, Lane refere que é possível que exista uma solução para a crise ainda este ano. No entanto, acrescenta que “a situação não voltará ao normal, mas haverá alguma melhoria em comparação com a situação atual. Dito isto, há muita incerteza em torno dessa projeção inicial”.
“Embora as questões dominantes sejam a guerra no Médio Oriente e o choque energético, também precisamos de ter em consideração o efeito positivo temporário dos gastos governamentais e talvez um efeito positivo a longo prazo da IA”, refere aquele responsável, acrescentando: “A IA está a criar muita incerteza para os indivíduos, mas acredito que ajudará a elevar o padrão de vida em geral. Algumas profissões sofrerão, mas, para a economia como um todo, acho que o efeito líquido será positivo”.
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