2 min leitura
BCP diz que Fundo Soberano é tema político e que Estado deve tomar decisões
O CEO do banco reiterou que são os acionistas que escolhem o BCP e não o contrário.
29 Jul 2026 - 18:29
2 min leitura
Millennium bcp/Foto: Luís Alves Almeida | Jornal PT50
Mais recentes
- DBRS sobe classificação do Millennium bcp face à forte rentabilidade dos últimos anos
- Pontes: BCE lança projeto de tokenização de ativos e investe em títulos tokenizados
- Mais 753,3 milhões de euros subscritos em Certificados de Aforro
- IL quer isenção permanente do Imposto do Selo na renegociação ou transferência do crédito à habitação
- CEO do UBS reforça contestação a regras de capital mais apertadas
- Último dia para os europeus escolherem as novas notas de euro
Millennium bcp/Foto: Luís Alves Almeida | Jornal PT50
O CEO do BCP, Miguel Maya, afirmou nesta quarta-feira, em Lisboa, que o Fundo Soberano é um tema político e que cabe ao Estado tomar as suas decisões, sublinhando que a gestão do banco vai continuar a ser muitíssimo profissional. “É um tema político e o BCP não faz comentários políticos. Os acionistas é que escolhem o BCP, não somos nós. O Estado é que decidirá se o BCP é ou não estratégico”, apontou Miguel Maya, em conferência de imprensa, após a apresentação dos resultados do banco relativos ao primeiro semestre.
O CEO do banco referiu ainda que a gestão do BCP vai permanecer muitíssimo profissional, com base no ‘core’ dos acionistas privados, mantendo a confiança de que este “será o caminho”. “É um tema político e o Estado deve tomar a decisão. O BCP não tem capacidade de interferência sobre esta matéria”, sublinhou.
Em 21 de junho, o primeiro-ministro anunciou a criação de um fundo soberano de Portugal para o Estado poder intervir “em setores estratégicos” e uma reforma da justiça administrativa e fiscal. Estas foram duas das oito áreas em que Luís Montenegro anunciou que o Governo irá avançar com medidas em breve, no discurso de encerramento perante o 43.ª Congresso do PSD em Anadia.
Sobre o fundo soberano de Portugal, Montenegro detalhou que será criado junto do IGCP, a Agência de Gestão da Dívida Pública, e apresentou-o como “um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos”. “A intenção é termos participações acionistas relevantes em empresas estratégicas para o desenvolvimento do país e para a sua resiliência (…) Estamos a falar de participações em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias, se os concessionários das mesmas não cumprirem as suas obrigações”, disse.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- DBRS sobe classificação do Millennium bcp face à forte rentabilidade dos últimos anos
- Pontes: BCE lança projeto de tokenização de ativos e investe em títulos tokenizados
- Mais 753,3 milhões de euros subscritos em Certificados de Aforro
- IL quer isenção permanente do Imposto do Selo na renegociação ou transferência do crédito à habitação
- Último dia para os europeus escolherem as novas notas de euro
- Chega apresenta mecanismo para proteger as famílias quando a taxa de esforço do crédito à habitação chegar aos 55%