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BPCE e Generali retiram de acordo comissão de 50 milhões ativada no caso de recuo na fusão de gestoras de ativos
O Groupe BPCE e a Generali eliminaram a cláusula de pagamento de 50 milhões de euros na fusão das suas gestoras. O Governo de Itália tem dúvidas sobre o negócio, afetando a probabilidade de avanço da fusão.
22 Set 2025 - 11:07
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Fotos: BPCE/wikipedia
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Fotos: BPCE/wikipedia
O Groupe BPCE e a Generali concordaram em retirar do acordo de fusão das suas gestoras de ativos – Generali Investment Holding e Natixis Investment Managers – a cláusula que obrigava ao pagamento de 50 milhões de euros caso a operação não avançasse. Sem este custo, o abandono da transação fica mais fácil para ambas as entidades. A informação foi avançada pela agência Reuters, que citou duas fontes.
O negócio, anunciado em janeiro, tem sido alvo de críticas por parte de grandes acionistas da maior seguradora italiana e não foi bem visto em Roma. O Governo de Itália quer que as poupanças dos italianos sejam investidas no país. Segundo uma das fontes, as conversações entre as empresas continuam, mas a probabilidade de a fusão seguir em frente é muito baixa.
Já no início de agosto o Financial Times reportava que esta operação estava nas mãos do Governo de Itália. O CEO do BPCE, Nicolas Namias, já referiu querer criar um ‘player’ europeu com papel de destaque na economia europeia e, em declarações ao periódico britânico, reforçou que são precisos financiadores para apoiar as iniciativas destacadas no Relatório Draghi ou no Relatório Letta.
A Reuters recorda que o CEO da Generali, Philippe Donnet, reiterou em abril que não iria entrar em disputas com o Governo caso este se opusesse ao negócio. Uma das fontes apontou que o BPCE está cauteloso após ver as condições que o executivo de Giorgia Meloni impôs à Oferta Pública de Aquisição (OPA) do UniCredit sobre o Banco BPM, ao abrigo dos ‘golden powers’.
A estrutura acionista da Generali não facilita a fusão, muito menos após o sucesso da OPA do Monte dei Paschi di Siena sobre o Mediobanca. Este último é o maior acionista da seguradora, seguido pelo Grupo Del Vecchio, através da ‘holding’ Delfin, o UniCredit e o Grupo Caltagirone. Destes, a Delfin e o Grupo Caltagirone são ainda grandes acionistas do Monte dei Paschi, que, por sua vez, vai passar a deter, através do Mediobanca, uma parte significativa da Generali.
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