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BPF estuda garantias públicas para habitação para classe média

O BPF tem 4 mil milhões até 2028 para construção e reabilitação de habitações a custos acessíveis. O banco prevê mobilizar, em 2026, 1,5 mil milhões para habitação.

22 Jun 2026 - 10:30

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Foto: Banco Português de Fomento

Foto: Banco Português de Fomento

O Banco Português de Fomento (BPF) está a estudar a atribuição de garantias públicas à classe média e aos mais desfavorecidos para acesso à habitação, avançou o presidente, Gonçalo Regalado, em entrevista à Rádio Renascença. “Já fizemos no passado financiamento a pessoas e a indivíduos, em particular de classes menos favorecidas na dimensão de educação. Portanto, estamos a estudar todos os cenários”, disse Regalado no programa “Dúvidas Públicas” da Rádio Renascença.

Embora salientando que o objetivo do BPF “é claramente a habitação do lado da oferta”- “95% do nosso trabalho é oferta, oferta, oferta, empresas que construam e concebam habitação”, enfatizou – o presidente da instituição admitiu que, “se for necessário”, o banco pode “ter uma palavra dizer nas garantias públicas e na dimensão de crédito público na habitação” para “classes desfavorecidas e, em particular, para a classe média”.

No início de junho, Gonçalo Regalado tinha já anunciado que o banco tem disponíveis 500 milhões de euros este ano para financiar cooperativas de habitação. Em conferência de imprensa em Lisboa, referiu que estes 500 milhões de euros são o valor da garantia que o BPF presta à banca comercial no financiamento destes projetos, para que esta tenha mais ‘conforto’ em conceder crédito a cooperativas de habitação.

Ainda este ano, Gonçalo Regalado afirmou ainda que o Banco de Fomento tem disponíveis mil milhões de euros para parcerias público-privadas de construção de habitação acessível. Em janeiro, à margem de um evento em Lisboa, Regalado tinha falado no total de 4 mil milhões de euros para apoiar a construção e reabilitação de casas a custos acessíveis, incluindo cooperativas de habitação, mas então ainda não era conhecido qual o valor destinado a cada área.

No passado dia 1, explicou que o BPF espera mobilizar 1,5 mil milhões de euros para a habitação este ano (500 milhões para cooperativas de habitação e mil milhões para parcerias público-privadas) e que o valor de 4 mil milhões de euros é o previsto até 2028.

“Começamos com as cooperativas de habitação, que são mais ágeis, depois as parcerias público-privadas e depois, de forma musculada, o financiamento de habitação pública”, disse Regalado aos jornalistas.

Em 2025, não houve financiamento do Banco de Fomento destinado à habitação.

Na entrevista à Rádio Renascença, Gonçalo Regalado garantiu ainda que o BPF é independente do poder político e que “o Estado não dá orientações ao banco” e indicou que, a partir de setembro, estarão disponíveis mais duas linhas de crédito do BPF, para a agricultura e para o turismo, setores em que o banco vê “maior dificuldade no financiamento bancário”.

Na área da saúde, referiu que o Banco do Fomento vai participar no financiamento do Hospital Central do Algarve, com o Banco Europeu de Investimento (BEI), estando ainda por definir se será através de uma garantia para o sindicato bancário ou de um crédito direto com o BEI.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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