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Ministra das Finanças suíça reforça necessidade de fortes regras de capital para o UBS
O CEO do UBS afirma que o processo político e o parlamente se vão focar também na competitividade e não apenas na estabilidade financeira.
24 Jun 2026 - 15:28
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Karin Keller-Sutter, ministra das Finanças suíça e Sergio P. Ermotti, CEO do UBS | Fotos: LinkedIn/wikipedia
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Karin Keller-Sutter, ministra das Finanças suíça e Sergio P. Ermotti, CEO do UBS | Fotos: LinkedIn/wikipedia
O debate sobre as regras de capital na Suíça continua a colocar frente a frente o Governo e o UBS, o maior banco do país e o mais afetado pelos requisitos de capital mais exigentes que o executivo quer implementar. A ministra das Finanças, Karin Keller-Sutter voltou a defender esta posição nesta terça-feira.
“Gostaríamos mesmo que tivessem requisitos de capital que financiassem na totalidade, sobretudo as filiais nos Estados Unidos”, sublinhou a governante, citada pela Reuters. Esta vontade de impor mais exigências ao maior banco do país surgiu após o colapso do Credit Suisse em 2023 e a sua consequente aquisição pelo UBS, que resultou num gigante da banca europeia.
Sem qualquer hipótese de solução orquestrada pelo Estado caso o UBS também entre em falência, o Governo quer prevenir em vez de remediar. Contudo, o banco tem contestado esta vontade do executivo, alegando que medidas deste género vão impactar negativamente a competitividade do país enquanto centro financeiro e, mais ainda, o UBS considera que a discussão em torno dos seus requisitos de capital tem vindo a afetar a evolução da sua valorização.
Por sua vez, Keller-Sutter argumentou, na mesma ocasião, que ser um banco bem capitalizado pode ser uma vantagem para estas instituições e que o centro financeiro da Suíço tem de ser estável a longo prazo.
O processo legislativo já está em curso, com a apresentação da proposta de regulação do executivo a recuar não nos requisitos de capital, mas naquilo que o banco pode contabilizar como capital para o seu rácio CET1. De qualquer forma, o banco necessita de arranjar 17 mil milhões de euros em capital adicional para cumprir com as exigências delineadas.
Nesta quarta-feira, o CEO do UBS, Sergio Ermotti, reiterou, no entanto, que o processo político e o parlamento iam focar-se não só na estabilidade financeira como também na competitividade, lembrando que esta é essencial para criar empregos e para manter a Suíça como um centro financeiro global e vibrante. “Se não cresces enquanto economia, se não cresces enquanto organização, não vais conseguir recriar empregos”, acrescentou, citado pela Reuters.
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