Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

2 min leitura

CEO da EPI acredita que Trump está a empurrar europeus para soluções de pagamento locais

Martina Weimert sublinha que as políticas protecionistas de Trump podem levar a uma falha no acesso a meios de pagamento amplamente disseminados, como o caso da Visa e da Mastercard.

27 Mar 2026 - 07:07

2 min leitura

Foto: EPI

Foto: EPI

A CEO da European Payments Initiative (EPI), Martina Weimert, acredita que a adoção regional de soluções de pagamentos locais está a ser impulsionada pelo receio de mais medidas protecionistas por parte da administração Trump. Medidas essas que podem passar, por exemplo, pelo corte do acesso a serviços financeiros de empresas americanas, como a Visa e a Mastercard.

A EPI foi criada por um conjunto de bancos europeus em 2020 e lançou, em 2024, o Wero, que funciona como o português MB Way. Inicialmente com um grupo de 16 instituições bancárias, incluindo o BNP Paribas e o Deutsche Bank, o total ascende agora a 45. Recentemente, ‘fintechs’ como a Mollie, Worldpay e o banco digital N26 aderiram.

Weimert refere que existe uma sensação de urgência em cortar a dependência das empresas dos EUA. Em declarações à agência de notícias, a CEO revela que dois grandes comerciantes justificaram a adesão ao Wero precisamente com a necessidade de resiliência internacional. “Isto não é um cenário repentino e completamente vago”, reiterou, sublinhando que o corte de acesso às empresas americanas podem acontecer muito rápido.

A EPI existe em paralelo com a European Payments Alliance, onde se insere a dona do MB Way, a SIBS, bem como vários outros sistemas de pagamentos europeus, como o espanhol BIZUM ou o italiano BANCOMAT. Já a Wero concentra mais países da Europa central. Contudo, ambas as empresas entendem que devem colaborar a nível europeu em vez de competir.

Questionada sobre uma outra possível concorrência, o euro digital, Weimert também não o vê nessa perspetiva. Olha para a iniciativa do Banco Central Europeu como algo que pode ser integrado dentro do Wero. O que a preocupa, contudo, é a demora da implementação do euro digital, prevista para 2029.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade