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CEO do UBS reforça contestação a regras de capital mais apertadas

Sergio Ermotti reconhece que capitalização com recurso a capital AT1 em vez de CET1 é mais exequível. No entanto, alerta que não serão apenas os acionistas do UBS a pagar os custos adicionais.

21 Set 2026 - 10:49

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CEO do UBS, Sergio Ermotti | Foto: UBS

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CEO do UBS, Sergio Ermotti | Foto: UBS

O CEO do UBS, Sergio Ermotti, voltou a reforçar a sua oposição a requisitos de capital mais exigentes na banca suíça, que, caso sejam aprovados, vão obrigar o UBS a reter milhares de milhões para garantir o cumprimento. A câmara alta do parlamento vota nesta quarta-feira sobre o assunto.

Numa entrevista ao Neue Zuercher Zeitung, citado pela Reuters, Ermotti alerta que “é errado acreditar que os custos adicionais vão ser suportados apenas pelos acionistas”. “Os clientes e os colaboradores também vão ser afetados”, reitera.

Sobre as propostas em cima da mesa, o CEO do UBS alinha com as declarações da semana passada do ‘chairman’, Colm Kelleher. Os banqueiros consideram que manter reservas de capital CET1 das subsidiárias estrangeiras a 100% é excessivo, mas permitir que 50% seja feito com recurso a capital AT1 é mais realista.

Nas palavras do banqueiro, “podemos viver com um olho negro, mas dois olhos negros e um nariz partido já é demais”. Ermotti argumenta que capital CET1 a 100% ou 90% é excessivo e mais complicado para o banco.

O UBS estima que o recurso a capital AT1 para 50% das subsidiárias implica criar reservas de 11,34 mil milhões de euros. Ermotti indica que esta opção é dolorosa, mas exequível.

O líder do banco acusou ainda o regulador financeiro FINMA e o banco central de serem parcialmente responsáveis pelo colapso do Credit Suisse. A Reuters não conseguiu uma resposta imediata das duas entidades.

Recorde-se que a iniciativa de reforçar as exigências de capital partiu do Governo federal, precisamente devido à falência do Credit Suisse, que o UBS acabou por adquirir, de forma a evitar um impacto negativo maior na economia.

Os agentes políticos quiseram, então, prevenir-se contra um caso semelhante e que não teria uma solução tão simples, dado que, após a integração do banco falido, o UBS passou a ter uma folha de balanço maior que a da própria economia suíça.

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