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Parlamento suíço atenua regras de capital para o UBS, mas banco mantém queixas

A câmara alta do parlamento suíço recomendou um capital AT1 mais baixo, mas UBS argumenta que legislação atual já é das mais rígidas em vigor.

01 Set 2026 - 15:08

3 min leitura

Foto: Unsplash/Claudio Schwarz

Foto: Unsplash/Claudio Schwarz

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A câmara alta do parlamento suíço deu um balão de oxigénio ao UBS ao votar a favor de regras de capital mais leves face àquelas que o Governo Federal queria implementar. A discussão ainda não chegou ao fim no plano legislativo, mas o banco já veio contestar aquilo que considera serem, ainda, regras muito rígidas.

O UBS recorda, em comunicado, que a lei atual exige que a empresa-mãe, o UBS AG, detenha capital correspondente a 60% das suas subsidiárias estrangeiras, distribuído entre 45% em capital CET1 e 15% em capital AT1. A proposta do Governo disparava para 100% em capital CET1, o que representa um custo significativo para a instituição.

O consenso alcançado na Comissão dos Assuntos Económicos e Fiscais dita que o capital CET1 corresponde a 50% e o AT1 aos restantes 50%. O UBS reconhece os “esforços” da comissão para encontrar alternativas, mas alerta que a solução apresentada “levaria a um aumento significativo de custos para o UBS”.

“Juntamente com um vasto conjunto de outras medidas regulatórias, as recomendações aumentariam ainda mais os custos de financiamento para o centro financeiro e a economia suíços, num contexto internacional em que outros grandes centros financeiros estão a simplificar e a racionalizar os seus quadros regulamentares para os bancos”, argumenta o maior banco do país, acrescentando que as regras já existentes na Suíça estão “entre as mais rígidas do mundo”.

De acordo com as estimativas do UBS, este vai precisar de 11,21 mil milhões de euros em capital Tier 1 adicional, que pode cobrir com AT1. Este valor acresce aos 1,72 mil milhões em capital CET1 que a empresa-mãe já vai ser obrigada a reter devido às alterações que entraram em vigor no início do ano, explica. Mais ainda, “o UBS AG deve deter o capital CET1 anteriormente divulgado, de cerca de 12,94 mil milhões, ao abrigo da regulamentação em vigor, na sequência da sua aquisição do Credit Suisse”, aponta.

Contas feitas, segundo o UBS e tendo em conta as recomendações da comissão, o UBS precisaria de deter 25,87 mil milhões de euros em capital Tier 1 adicional desde a aquisição do Credit Suisse. Ao mesmo tempo, as alterações anunciadas no início do ano, quando implementadas, devem eliminar cerca de 3,45 mil milhões em capital CET1 por não ser considerado elegível.

Recorde-se que o UBS mantém um braço de ferro com as autoridades governamentais há mais de um ano devido às novas regras de capital que o executivo quer implementar. Após adquirir o Credit Suisse, que faliu em 2023, o Governo deparou-se com uma instituição financeira impossível de salvar caso lhe sucedesse o mesmo, levando à discussão sobre o aumento das almofadas de capital para os bancos internacionais suíços.

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