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Certificados de aforro voltam a subir após 11 meses em queda e atingem recorde
O valor aplicado em certificados de aforro atingiu 34,12 mil milhões de euros em outubro, o valor mais alto de sempre, após novas regras que dobraram limites de investimento. Os certificados de tesouro caíram para 10,01 mil milhões de euros.
21 Nov 2024 - 16:10
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O valor aplicado em certificados de aforro (CA) voltou a subir em outubro, interrompendo uma queda de 11 meses, atingindo os 34,12 mil milhões de euros, o montante mais elevado de sempre, divulgou hoje o Banco de Portugal.
Esta inversão no montante global colocado em CA acontece no mês em que entraram em vigor novas regras sobre os valores máximos que os particulares podem investir nestes títulos de dívida pública, com o limite da série F (atualmente em comercialização) a duplicar de 50 mil para 100 mil euros e o valor conjunto das séries E e F a avançar de 250 mil para 350 mil euros.
Os cerca de 34,12 mil milhões de euros que as famílias tinham aplicados em certificados de aforro no final de outubro comparam com os 33,89 mil milhões de euros contabilizados no mês anterior e os 34,07 mil milhões de euros homólogos, que também eram recorde desde o início da série estatística (dezembro de 1998).
Já os certificados de tesouro mantiveram em outubro a queda iniciada em janeiro de 2022, com o valor global a fixar-se em 10,01 mil milhões de euros, cerca de 90 milhões de euros abaixo do contabilizado no mês anterior e inferior em 1,4 mil milhões de euros face ao homólogo.
Esta evolução revela que, enquanto nos CA o valor de dinheiro entrado em novas aplicações ao longo do mês de outubro superou o das saídas (amortizações), nos certificados do tesouro aconteceu o inverso.
Os dados hoje divulgados pelo supervisor da banca confirmam as expectativas dos responsáveis dos CTT que no início de outubro, quando entraram em vigor as novas regras, anteciparam que estas iriam impulsionar a procura por certificados.
A par do aumento do limite máximo por aforrador, as expectativas de maior procura tinham também por base o facto de, nos depósitos a prazo, a taxa de remuneração oferecida pelos bancos já ter começado a descer, tornando os 2,5% dos CA mais apetecíveis.
Agência LUSA
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