3 min leitura
CGD admite que venda do banco no Brasil só esteja concluída em 2027
CGD estima que autorização regulatória do lado brasileiro demore cerca de um ano. Presença do banco neste mercado é "marginal", assegura a instituição.
18 Nov 2025 - 15:57
3 min leitura
Foto: Banco Caixa Geral Brasil via LinkedIn
Mais recentes
- Banco de Portugal aproveita avaliação do FMI para reforçar a exigência de que as medidas macroprudenciais sejam obrigatórias
- Lisboa vai receber encontro anual do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento em 2029
- Trocas entre o Santander Totta e o Banco CTT
- BCE admite possibilidade de subir mínimo de ativos para bancos serem considerados de grande dimensão
- Banca portuguesa está resiliente mas riscos devem ser monitorizados
- BdP quer evitar “comunicações defensivas” dos bancos no combate ao branqueamento de capitais
Foto: Banco Caixa Geral Brasil via LinkedIn
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) espera receber propostas indicativas para a compra do Banco Caixa Geral – Brasil até ao início de 2026, mas, com as autorizações regulatórias, uma alienação só deverá ficar concluída em 2027, prevê a instituição. Durante a conferência “Grande Encontro Banca do Futuro”, realizada nesta terça-feira em Lisboa, o vice-presidente da Comissão Executiva da CGD, Francisco Cary, lembrou que “estes processos de venda são sempre muito demorados”.
“Devemos receber propostas indicativas entre agora e o início de 2026”, adiantou, referindo que, em função da “credibilidade dos proponentes” e da “qualidade das propostas”, a CGD irá fazer a sua avaliação para decidir a venda. Para finalizar, será preciso aguardar pela autorização regulatória e a experiência relativamente ao Brasil mostra que “demora perto de um ano”.
Se a venda for acordada em 2026, a conclusão nunca acontecerá “antes de meados de 2027”, antecipou o vice-presidente da CGD, da equipa executiva liderada por Paulo Macedo.
No início de setembro, o Governo aprovou uma resolução no Conselho de Ministros para relançar a venda de todo o capital que a CGD detém na instituição brasileira com uma venda total ou parcial das empresas que o banco brasileiro controla.
Durante a conferência de hoje, Francisco Cary lembrou que a venda do banco fez parte do plano do grupo do ciclo de 2017 a 2020, quando o grupo bancário português decidiu fazer um “desinvestimento num conjunto de atividades internacionais” com as quais não tem suficiente “afinidade” ou “massa crítica e relevância” para justificar a presença no mercado. Na altura, a CGD não conseguiu vender a instituição com base nas propostas que apareceram e, como não era um vendedor “desesperado”, entendeu que não estavam reunidas as condições para concretizar a operação, explica.
Agora, “as razões” que levaram a CGD “a querer vender o banco continuam presentes”, reconhece. “Claro que o Brasil, do ponto de vista da afinidade cultural, é muito grande, mas a afinidade económica não é tão relevante assim”, justificou, dizendo que a presença da CGD no mercado é marginal.
Em 30 de julho, durante a apresentação dos resultados da CGD, em Lisboa, o presidente executivo do banco, Paulo Macedo, afirmou que o grupo voltou “a ter entidades interessadas” no Banco Caixa Geral.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Banco de Portugal aproveita avaliação do FMI para reforçar a exigência de que as medidas macroprudenciais sejam obrigatórias
- Lisboa vai receber encontro anual do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento em 2029
- Trocas entre o Santander Totta e o Banco CTT
- BCE admite possibilidade de subir mínimo de ativos para bancos serem considerados de grande dimensão
- Banca portuguesa está resiliente mas riscos devem ser monitorizados
- BdP quer evitar “comunicações defensivas” dos bancos no combate ao branqueamento de capitais