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China acumula compras de ouro
Só em julho, o Banco Popular da China reportou um aumento de 20 toneladas nas suas reservas, aproveitando o preço mais baixo do metal precioso
15 Ago 2026 - 09:22
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O Banco Popular da China tem vindo a comprar ouro ininterruptamente, aumentando as suas reservas em 20 toneladas durante o mês de julho. Segundo os últimos dados do Conselho Mundial do Ouro, as reservas totais da China alcançaram as 2.366 toneladas, o que representa 8% do total das reservas cambiais.
“Após o maior acréscimo mensal desde outubro de 2023, a sequência de compras de ouro pelo Banco Popular da China chegou a 21 meses, a mais longa já registada. O banco central continuou a acelerar as suas compras, provavelmente aproveitando o preço mais baixo do ouro e reforçando o papel estratégico do metal na diversificação das reservas, num cenário geopolítico cada vez mais fragmentado”, refere aquele organismo.
As importações líquidas de ouro da China totalizaram 152 toneladas em junho, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, um ligeiro aumento de 2 toneladas em relação ao mês anterior, mas o maior volume desde março de 2024. Ao longo do primeiro semestre, a China importou 764 toneladas de ouro, um aumento de 138% em relação ao ano anterior, refletindo as fortes compras para investimento durante o período.
A China ocupa a 6ª posição entre os países e organizações com mais reservas de ouro do mundo. Portugal está no 17º lugar com 382,7 toneladas segundo os últimos números do Conselho Mundial do Ouro.
Já os ETFs de ouro chineses atraíram entradas de 5 mil milhões de renminbi (RMB) (744 milhões de dólares) em julho, revertendo as saídas significativas dos meses anteriores. As entradas expressivas elevaram o património total sob gestão (AUM) dos ETFs de ouro chineses em 3%, para 250 mil milhões de renminbi (RMB) (37 mil milhões de dólares). Em termos de tonelagem, as reservas aumentaram 5 toneladas, para 282 toneladas.
Em julho, o interesse dos investidores foi impulsionado pela persistente incerteza geopolítica, pela fraqueza das ações e pela acumulação contínua de ouro pelo Banco Popular da China. Ao mesmo tempo, o aumento da participação de investidores institucionais, num contexto de estabilização do preço do ouro, também sustentou a procura durante o mês.
Apesar das saídas de capital em maio e junho, os ETFs de ouro chineses atraíram 45 mil milhões de renminbi (RMB) (6,3 mil milhões de dólares e 34 toneladas) entre janeiro e julho, o segundo melhor desempenho acumulado no ano, refletindo o aumento da participação institucional e maiores alocações num contexto de diversas incertezas.
O Conselho Mundial do Ouro realça que, “até ao momento, em agosto, os ETFs de ouro chineses acumularam cerca de 8 toneladas, com entradas de capital praticamente diárias ao longo do mês, impulsionadas principalmente pela forte valorização do ouro”.
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