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Nubank em conversações sobre possível aquisição do neobanco britânico Monzo
Os dois neobancos estão em conversações iniciais sobre uma possível aquisição que pode valer entre 9,33 mil milhões e 11,66 mil milhões.
29 Set 2026 - 10:45
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Foto nubank
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O banco digital brasileiro Nubank está em conversações iniciais com o Monzo, um neobanco do Reino Unido, sobre uma potencial aquisição do mesmo. A operação está a ser avaliada entre 9,33 mil milhões e 11,66 mil milhões de euros.
Segundo adiantou a Reuters, citando a Sky News, a administração do Monzo tem duas opções em cima da mesa. A primeira é a venda ao Nubank e a segunda é uma nova ronda de financiamento.
Este novo levantamento de capital seria utilizado para financiar uma expansão na Europa continental. Nesta operação de financiamento, o banco digital pretende uma avaliação superior a 9,33 mil milhões.
Ambas as entidades recusaram comentar.
Uma licença bancária à mão de semear
Recorde-se que o Nubank anunciou recentemente a aquisição do Banco Porto Real no Brasil, alcançando, assim, a meta de obter uma licença bancária no seu mercado doméstico.
Com este problema sanado no mercado brasileiro e a sua presença na América Latina consolidada, tanto no México como na Colômbia, por exemplo, o banco digital pode agora estar a olhar para a Europa como o seu próximo destino natural. O neobanco também está a avançar nos EUA para se tornar um banco – mercado este onde até já se encontra cotado em bolsa.
Já o Monzo anunciou o encerramento das suas operações nos EUA, após uma tentativa de expansão que não correu como esperado. A discórdia sobre o futuro da atividade internacional da empresa gerou problemas internos ao nível da administração, levando à saída do CEO TS Anil, o que, por sua vez, causou um choque entre o Conselho de Administração e os acionistas, segundo reportou o Financial Times na altura.
Recentemente, o Monzo iniciou a sua atividade na Irlanda, conseguindo uma licença que lhe permite prestar serviços bancários em toda a União Europeia.
O Nubank pode ter aqui um alvo que lhe permite entrar no mercado europeu sem passar pelo processo de obter uma licença e, ao mesmo tempo, adquirir um banco que tinha, no final de março, mais de 15 milhões de clientes e 32,17 mil milhões de euros em ativos.
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