3 min leitura
Comissão de mercados espanhola publica guia sobre “Persuasão Digital para Investidores”
Regulador do mercado de capitais elabora manual de 60 páginas que explica os mecanismos utilizados para influenciar as decisões de investimento dos particulares.
06 Abr 2026 - 15:03
3 min leitura
Foto: Pixabay
Mais recentes
- Acionistas do UniCredit reúnem em maio para aprovar aumento de capital destinado à OPA sobre o Commerzbank
- Banco de Portugal estuda quebra das exportações
- Comissão de mercados espanhola publica guia sobre “Persuasão Digital para Investidores”
- Estágios de verão no Novo Banco com candidaturas abertas até 30 de abril
- Jamie Dimon: “Crédito privado provavelmente não apresenta um risco sistémico”
- UNICRE lança solução de pagamentos parcelados na aviação com plataforma Consolidador.com
Foto: Pixabay
Chama-se Guia sobre “Persuasão Digital para Investidores”, tem mais de 60 páginas e foi elaborada pela Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) para explicar os mecanismos e estratégias concebidos para influenciar as decisões e comportamentos das pessoas nos meios digitais.
O regulador do mercado de capitais espanhol revelou, nesta segunda-feira, o manual, que procura identificar as técnicas específicas de persuasão destinadas a captar a atenção dos consumidores, atraí-los e orientá-los na tomada de determinadas decisões no ambiente digital.
Segundo a CNMV, “em alguns casos, estas técnicas podem constituir uma ferramenta poderosa que gera resultados positivos para o consumidor; noutros, podem provocar prejuízos ao levarem o consumidor a tomar decisões contrárias aos seus próprios interesses. Estas técnicas são conhecidas como Práticas de Captação Digital (Digital Engagement Practices)”. Baseiam-se no design e na tecnologia destas plataformas, bem como na informação que recolhem através da interação dos utilizadores com as mesmas.
A guia identifica os principais mecanismos de persuasão atualmente utilizados no âmbito do investimento e sublinha as principais diferenças entre as estratégias tradicionais e as novas técnicas digitais, muito mais sofisticadas e personalizadas.
Além disso, o documento apresenta recomendações práticas para mitigar o seu impacto e promover uma tomada de decisões mais consciente e informada. O objetivo é claro: informar e proteger os investidores.
Algumas das técnicas mais comuns de persuasão digital são o chamado preço por parcelas (drip pricing), em que é apresentado um preço muito baixo inicialmente, mas ao qual vão sendo acrescentados custos adicionais, fazendo com que o valor final seja bastante superior ao esperado, e o chamado “lodo” (sludge), que consiste na introdução de obstáculos ou etapas desnecessárias que tornam determinadas ações mais difíceis (como cancelar uma conta ou levantar dinheiro), levando o utilizador a desistir de as realizar.
Segundo o guia, “as técnicas de captação digital, um termo cunhado pela U.S. Securities and Exchange Commission (SEC), são ferramentas que incluem técnicas comportamentais, marketing diferenciado, gamificação, elementos de design ou características de conceção que captam a atenção — de forma intencional ou não — dos investidores não profissionais em plataformas digitais”.
São exemplos destas práticas, entre outros, as notificações emergentes ou notificações push frequentes com notícias de mercado, os designs de interface que destacam determinada informação ou as ferramentas de redes sociais que permitem a interação entre utilizadores.
As técnicas de captação digital têm por base as ciências comportamentais e visam influenciar a forma de atuação do consumidor ou investidor.
No âmbito do investimento, a utilização deste tipo de técnicas por aplicações móveis, brokers online, plataformas de negociação (trading), entre outros, pode ter como objetivos captar e reter investidores, incentivar a tomada de determinadas decisões ou promover a realização de um maior número de operações.
Deste modo, estas técnicas fazem parte da interface utilizada pelo utilizador e moldam a sua interação com o operador da aplicação ou plataforma.
“Consequentemente, estas técnicas constituem elementos-chave na comunicação entre ambas as partes, assumindo especial relevância no que respeita à interação e aos processos de contratação com os utilizadores”, refere a CNMV.
Mais recentes
- Acionistas do UniCredit reúnem em maio para aprovar aumento de capital destinado à OPA sobre o Commerzbank
- Banco de Portugal estuda quebra das exportações
- Comissão de mercados espanhola publica guia sobre “Persuasão Digital para Investidores”
- Estágios de verão no Novo Banco com candidaturas abertas até 30 de abril
- Jamie Dimon: “Crédito privado provavelmente não apresenta um risco sistémico”
- UNICRE lança solução de pagamentos parcelados na aviação com plataforma Consolidador.com