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Concorrência italiana deve aprovar OPA do Intesa Sanpaolo sobre MPS com condições

O regulador da concorrência italiana vai exigir que o Intesa Sanpaolo venda mais balcões do que inicialmente proposto e que todos os administradores nomeados para a Generali sejam independentes.

06 Nov 2026 - 15:24

2 min leitura

foto Intesa sanpaolo

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

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intesa sanpaolo banco

foto Intesa sanpaolo

O Intesa Sanpaolo está mais próximo de avançar com a sua Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o rival doméstico Monte dei Paschi di Siena (MPS). A Autoridade da Concorrência de Itália deve aceitar a proposta do Intesa Sanpaolo, mas vai acrescentar mais condições.

Recorde-se que o banco pretende vender cerca de metade da rede de balcões do MPS, bem como a marca, à seguradora Unipol caso a OPA seja bem-sucedida. Esta, por sua vez, tem como objetivo juntar os balcões aos do BPER, banco do qual já é a maior acionista, e colocar tudo sob a marca do MPS, que é considerado o banco mais antigo do mundo.

O periódico italiano la Repubblica, citado pela Reuters, adianta que o Intesa Sanpaolo vai ter de vender mais uma dúzia de balcões do que planeava inicialmente para ter a luz verde do regulador. A aprovação oficial deve surgir antes do início da OPA, prevista para dia 23 ou 24 de novembro.

A autoridade da concorrência aceitou o compromisso do Intesa Sanpaolo de vender a posição de 3% na Generali – o banco adquiriu esta participação como manobra defensiva, no âmbito da OPA. Ao mesmo tempo, o regulador não coloca entraves sobre a posição de 13,3% que vai adquirir na seguradora caso a OPA se concretize.

De forma a prevenir trocas de informação entre os grupos, a autoridade da concorrência vai exigir que os administradores da Generali nomeados pelo Intesa Sanpaolo sejam completamente independentes.

À Reuters, o MPS recusou comentar.

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