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Presidente do Paraguai promete ir a julgamento político no Senado por ligação a banco falido

O Presidente do Paraguai garante que apresentará todas as contas necessárias. O Ueno Bank entrou em resolução por ordem do banco central, acontecimento que espoletou esta crise.

06 Nov 2026 - 12:57

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Foto Ueno Bank

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PT50

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Foto Ueno Bank

O Presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou quinta-feira que se apresentará e exercerá o seu “direito à defesa” no julgamento político no Senado devido à crise pelo encerramento do banco Ueno, ao qual estaria ligado. “Colaborarei plenamente com as instituições competentes para que se esclareça o ocorrido, se determinem as responsabilidades e aqueles que tenham infringido a lei respondam perante a Justiça”, prometeu o chefe de Estado na sua conta na rede social X.

Santiago Peña permanece formalmente na Presidência do Paraguai, já que os legisladores deixaram sem quórum uma sessão conjunta convocada para esta quinta-feira para votar a sua demissão e assim se poder ativar o mecanismo de sucessão após declarar a vacância do cargo.

A intervenção na entidade bancária Ueno, à qual Peña tem estado ligado, espoletou uma crise política e financeira no país, porque os fundos de quase metade da população paraguaia e até de entidades do Estado ficaram congelados.

Peña, que não tem aparecido em público desde que o Banco Central do Paraguai (BCP) ordenou o processo de resolução contra o Ueno, disse que disponibilizará toda a informação que lhe for solicitada, e indicou que o pagamento aos aforradores “não pode ficar dependente do que acontecer” consigo. “A discussão sobre a minha continuidade no cargo não pode paralisar as soluções que as famílias afetadas precisam”, acrescentou.

O Banco Central detetou que o índice de solvência do banco Ueno, com 2,9 milhões de clientes num país de 6,1 milhões de habitantes, tinha caído abaixo de 50% do mínimo exigido, “como consequência de ajustes realizados às suas demonstrações financeiras durante o processo de regularização”.

Depois de ter sido suspensa a sessão em que se discutiria a renúncia de Peña, o presidente do Senado, o oficialista Basilio Núñez, disse aos jornalistas que convocarão ainda na quinta-feira (já sexta-feira em Portugal) uma nova sessão plenária para continuar com o julgamento do governante.

O também senador Derlis Maidana explicou que o julgamento terá duas fases: uma, o reconhecimento, na noite de hoje, dos deputados como procuradores acusadores, e a segunda pela manhã, quando será tomado juramento pelos senadores que constituirão o tribunal julgador.

Horas antes das declarações do Presidente, a Câmara de Deputados tinha aprovado por unanimidade a acusação para submeter Peña a julgamento político, que se tornará o segundo governante submetido a esse processo na história recente do Paraguai, depois de Fernando Lugo (2008-2012) de esquerda, que acabou por ser afastado do poder.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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