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Demografia, digitalização e mercados: as prioridades da agenda de estudos do BdP até 2030
A nova agenda de estudos do Banco de Portugal define quatro áreas principais, com 18 subcategorias.
06 Set 2026 - 11:31
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Foto Luís Alves Almeida | Jornal PT50
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Foto Luís Alves Almeida | Jornal PT50
O Banco de Portugal (BdP) publicou a sua agenda de estudos para o período 2026 – 2030, na qual definiu quatro áreas principais – banco central: políticas e enquadramento jurídico; produtividade e transformações estruturais; mercados e políticas públicas; e dados, métodos e ferramentas analíticas.
Dentro dos quatro pilares apontados, o supervisor destaca três tópicos que vão constituir um “esforço adicional para os próximos dois a três anos”. São eles a “demografia: longevidade, fertilidade e fluxos de emigração e imigração”, “digitalização, inteligência artificial, e outras inovações tecnológicas” e “mercados do produto, energia e habitação”.
O banco central recorda que “a investigação e a elaboração de estudos constituem elementos essenciais da atividade do Banco de Portugal, contribuindo para a fundamentação das decisões de política, a análise de riscos e o aprofundamento do conhecimento sobre a economia portuguesa, a área do euro, o enquadramento global e o sistema financeiro”.
Neste sentido, reforça que os seus estudos “são a base do seu quadro analítico, apoiando o exercício das suas funções e o cumprimento do seu mandato”. “A definição de uma agenda de estudos de médio prazo é, por isso, um instrumento central de orientação estratégica”, reitera.
Em relação aos temas em vista, o BdP indica que “dá continuidade à agenda anterior, mantendo o foco em áreas centrais e incorporando novos desafios”. “No domínio da política monetária e da estabilidade financeira, destacam-se as expectativas sobre preços e atividade, a avaliação de riscos e vulnerabilidades, as políticas micro e macroprudencial, as questões de regulação financeira”, bem como as “inovações e políticas nos sistemas de pagamento e de liquidação”.
O banco central acrescenta ainda as interações entre as suas políticas e as de outras entidades públicas e a regulação da recolha, acesso e utilização de dados. “Os desenvolvimentos à escala global, designadamente o papel internacional do euro, os fenómenos de âmbito geopolítico e a governação das instituições, constituem novos temas da agenda”, sublinha.
Paralelamente, “a agenda reforça a análise de desafios estruturais, nomeadamente os associados à evolução demográfica e à dinâmica da produtividade, bem como o impacto transversal da Inteligência Artificial na economia”. As alterações climáticas e as políticas de mitigação mantêm-se como “prioridade”, assegura, “alargada ao impacto causado pela degradação da natureza”.
Há também uma “particular relevância” dada ao funcionamento dos mercados, “com destaque para os mercados de trabalho, da habitação e da energia, e à análise de políticas públicas”.
O BdP explica que os temas definidos “não são estanques”. Segundo o banco central, “a agenda pretende ser implementada com flexibilidade, permitindo acomodar o surgimento de novos desafios e a evolução das prioridades ao longo do período”.
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