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EUA aplicam sanções a banco turco acusado de financiar Teerão
O Golden Global Bank é acusado pelo Departamento do Tesouro de facilitar transações no valor de dezenas de milhões de dólares em nome da Guarda Revolucionária Islâmica.
04 Set 2026 - 17:47
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Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira sanções a um banco turco, no âmbito da sua “guerra económica” contra o Irão, cujo exército recomenda a Washington que “aceite os factos” e retire as suas tropas do Médio Oriente. Em comunicado, o Departamento do Tesouro norte-americano anunciou sanções contra o Golden Global Bank, acusado de financiar a República Islâmica, como parte da sua operação de interrupção das “linhas de vida financeiras críticas” para o Governo iraniano.
O Golden Global Bank e as suas subsidiárias facilitaram transações no valor de dezenas de milhões de dólares em nome da Guarda Revolucionária Islâmica, a força ideológica do Irão, segundo o comunicado. O banco turco permitiu que o Governo iraniano também “transferisse os seus fundos internacionalmente”, refere ainda o Tesouro.
O titular das finanças de Washington, Scott Bessent, já tinha avisado no início da semana que pretendia sancionar outra instituição financeira para apertar o cerco a Teerão, depois de ter sido visada a filial de um banco egípcio nos Emirados Árabes Unidos. Em causa está a filial do banco estatal Misr, acusada igualmente de participar em transações financeiras com o Irão.
Scott Bessent foi incumbido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de liderar a ofensiva económica contra o Irão através de sanções, após a força militar não ter levado a cedências do regime, desde o início, em 28 de fevereiro, dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.
No comunicado hoje divulgado, o secretário do Tesouro disse que as instituições financeiras com ligações ao Irão “continuarão a descobrir da maneira mais difícil” que os Estados Unidos estão “a falar a sério” sobre a designada operação “Pária Económico”. “Embora esperemos que nenhum outro banco precise de ser sancionado, isso depende, em última análise, da rapidez com que a comunidade internacional recupere o bom senso e cesse o apoio ao regime assassino iraniano”, afirmou ainda Scott Bessent, deixando o aviso de que a administração norte-americana sabe “quais são e onde estão”.
O anúncio da operação de isolamento de Teerão foi acompanhado de ameaças por parte do líder da Casa Branca de um “Dia D económico”, mas converteu-se em chamadas para o regresso de Teerão à mesa das negociações, que se encontram paralisadas.
Os Estados Unidos também retomaram os bombardeamentos nos últimos dias contra o Irão, que retaliou com ataques aéreos contra países vizinhos da região do golfo.
O exército iraniano aconselhou nesta sexta-feira à administração de Washington que “aceite os factos” ao fim de mais de seis meses de guerra e “se retire da região”, reiterando a sua exigência da partida das tropas norte-americanas destacadas no Médio Oriente. “A solução adequada para os Estados Unidos é aceitar os factos, arcar com as consequências e retirar-se da região”, afirmou o porta-voz militar Mohammad Akraminia, numa mensagem nas redes sociais.
O porta-voz militar acrescentou que a retirada dos Estados Unidos “tornará a região mais segura e aproximará o povo americano da prosperidade”, aludindo à subida da inflação e dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos, que terão eleições intercalares para o Congresso no início de novembro.
Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, com mediação de países do Médio Oriente, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.
As partes voltaram aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses expirou.
O Irão exige que os Estados Unidos voltem aos compromissos assumidos no memorando e tem reiterado que a ameaça militar no estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes do conflito, só será levantada em troca do fim da guerra em todas as frentes e do fim do bloqueio norte-americano.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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