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Economista-chefe do BCE destaca relevância cada vez maior do euro no sistema monetário internacional
As políticas de Trump levaram a que os investidores se afastassem dos ativos em dólares e se concentrassem nos denominados em euros, argumenta Philip R. Lane.
10 Jan 2026 - 08:28
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Philip Lane, membro da comissão executiva do Banco Central Europeu | Foto: BCE/Sanziana Perju
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Philip Lane, membro da comissão executiva do Banco Central Europeu | Foto: BCE/Sanziana Perju
O sistema monetário internacional levou uma reviravolta em 2025, fruto, em grande parte, das políticas económicas da administração Trump. O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip R. Lane, argumenta que estas medidas, mais orientadas para dentro do país, levam a que o dólar americano tenha uma vantagem menos significativa face aos riscos globais, dando espaço ao euro para se destacar.
Para os investidores da Zona Euro, esclarece Lane, “isto pode traduzir-se numa alocação menor de portfólio para ativos denominados em dólares” ao mesmo tempo que aumenta a alocação para ativos em euros, consagrando a moeda europeia como a segunda melhor a nível internacional, defende.
Esta realidade, contudo, não retira ao dólar o seu domínio na economia mundial, reitera Lane, que garante que a moeda americana se deve manter, “de longe, a maior moeda internacional”. Estes avanços permitem, no entanto, ganhar margem para que o sistema monetário internacional não seja tão “unipolar”.
O membro da Comissão Executiva do BCE falava numa conferência da Sociedade Económica Dinamarquesa, enquanto ‘keynote speaker’, e demonstrou ainda, através de várias operações dos últimos dois anos, a preponderância da moeda única no sistema internacional. A título de exemplo, a compra de títulos de dívida denominados em euros disparou no segundo trimestre de 2025, o que coincide precisamente com o lançamento das tarifas Trump, tendo baixado no terceiro trimestre, mas ainda assim acima do primeiro.
As diferenças vêm também na valorização do euro face ao dólar, sublinha o economista-chefe. Ao longo do segundo trimestre, houve uma subida de 9% no valor do euro, passando de 1,08 para 1,18 dólares. Lane explica que muita desta ascensão do euro pode ser atribuída ao sentimento de risco, que deteriorou no dólar e melhorou no euro.
Lane relembra ainda que os benefícios desta procura por ativos em euros seriam ainda mais sentidos caso houvesse mais oferta. “Mais importante ainda, políticas económicas pró-crescimento aumentariam a dimensão e a rentabilidade das empresas europeias, aumentando assim os incentivos para emitir e deter títulos corporativos”, acrescenta.
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