2 min leitura
Elevada incerteza económica enfraquece impacto das taxas de juro na economia
Estudo de economistas do BCE revela que choques monetários têm efeito limitado em períodos de elevada incerteza, obrigando o banco central a agir de forma mais firme.
02 Set 2025 - 07:09
2 min leitura
Andrea Falconio e Julian Schumacher economistas | Foto BCE
Mais recentes
- Qonto e Tally firmam parceria para simplificar gestão financeira das empresas portuguesas
- Banco Carregosa nega ligação a “práticas ilícitas” na origem das buscas de ontem
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- A importância da interligação entre o sector bancário e o mercado de capitais nacional
- Seguros tomam a dianteira na criação de um sistema de acompanhamento das pensões
- Bankinter Portugal celebra acordo com Ordem dos Farmacêuticos e dá “condições vantajosas” no crédito à habitação
Andrea Falconio e Julian Schumacher economistas | Foto BCE
A incerteza económica crescente, alimentada por tensões geopolíticas e fricções comerciais globais, está a enfraquecer a eficácia da política monetária na zona euro, conclui um estudo levado a cabo pelo Banco Central Europeu (BCE).
A análise conduzida por Andrea Falconio, economista no BCE, e Julian Schumacher, investigador sénior no BCE, conclui que, em contextos de maior imprevisibilidade, as alterações nas taxas de juro têm efeitos significativamente mais reduzidos sobre a inflação e o emprego.
“Quando a incerteza é elevada, empresas e famílias hesitam em investir em planos de longo prazo, reagindo menos a mudanças no custo do financiamento”, sublinham os autores.
A análise recorre ao indicador de incerteza baseado na produção industrial da zona euro, que em 2025 atingiu o nível mais elevado desde a pandemia de COVID-19, comparável apenas ao registado durante a crise da dívida soberana.
De acordo com as estimativas, uma descida surpresa de 100 pontos base nas taxas de juro tem impacto visível em tempos de estabilidade: inflação mais alta e desemprego mais baixo. No entanto, sob forte incerteza, esse mesmo choque revela-se quase inócuo. “O efeito máximo sobre a inflação, após dois anos, não é estatisticamente diferente de zero, e no caso do desemprego é cerca de 17 pontos base menor”, destacam os economistas.

Os resultados sugerem que os bancos centrais terão de agir de forma mais vigorosa em períodos de elevada incerteza, caso pretendam alcançar os mesmos efeitos que obteriam em ambientes económicos mais previsíveis.
Contudo, os autores alertam que tal não significa necessariamente políticas mais agressivas em todos os cenários: “A própria incerteza já torna empresas e famílias mais cautelosas, o que pode amplificar ou contrariar o sentido das decisões do banco central”.
Mais recentes
- Qonto e Tally firmam parceria para simplificar gestão financeira das empresas portuguesas
- Banco Carregosa nega ligação a “práticas ilícitas” na origem das buscas de ontem
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- A importância da interligação entre o sector bancário e o mercado de capitais nacional
- Bankinter Portugal celebra acordo com Ordem dos Farmacêuticos e dá “condições vantajosas” no crédito à habitação
- MB WAY faz 11 anos