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Empréstimos com garantia do Estado representam 31,6% dos contratos de crédito à habitação celebrados no terceiro trimestre de 2026

Banco de Portugal revela que, até setembro, já tinha sido utilizado 66,5% do montante total da garantia pública

29 Out 2026 - 12:11

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Bancos preferem renegociar crédito à habitaçãoFoto Magnific

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Bancos preferem renegociar crédito à habitaçãoFoto Magnific

No final de setembro de 2026, já tinham sido utilizados 66,5% do montante total atribuído pelo Estado, até àquela data, ao regime de garantia pública destinado a jovens até aos 35 anos, revelou nesta quinta-feira o Banco de Portugal.

«No terceiro trimestre de 2026, foram celebrados 8,7 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente ao abrigo do regime de garantia do Estado, num total de 2 mil milhões de euros. Estes contratos representaram 54,1% do número e 56% do montante global dos contratos celebrados por jovens até aos 35 anos nesse período», refere a instituição.

Em relação ao trimestre anterior, o número de contratos com garantia do Estado aumentou 11,5%, enquanto o montante contratado cresceu 13,2%.

«Considerando o total de crédito concedido pelo sistema financeiro no terceiro trimestre para aquisição de habitação própria e permanente, os contratos com garantia pública representaram 31,6% do número de contratos e 35,8% do montante contratado», refere o banco central.

Desde o início do regime e até setembro de 2026, foram celebrados 48,9 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente com garantia do Estado, num total de 10,3 mil milhões de euros. Estes contratos representaram 46,6% do número e 49% do montante dos contratos celebrados por jovens até aos 35 anos para a mesma finalidade.

Até setembro de 2026, nas regiões do Alentejo, da Beira Baixa, de Terras de Trás-os-Montes, das Beiras e Serra da Estrela e da Lezíria do Tejo, mais de 55% dos contratos de crédito à habitação própria e permanente celebrados por jovens beneficiaram da garantia do Estado.

Na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, essa proporção foi de aproximadamente 40%. Em termos de distribuição regional, a Grande Lisboa, a Área Metropolitana do Porto e a Península de Setúbal concentravam cerca de metade do número total de contratos com garantia do Estado

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