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Endividamento do setor privado não financeiro em rota ascendente
O endividamento do setor privado em Portugal chegou a 454,3 mil milhões de euros em setembro de 2024, com um aumento de 2,7 mil milhões em relação ao mês anterior. As empresas e particulares contribuíram para essa subida, enquanto o setor público viu uma redução de 300 milhões.
22 Nov 2024 - 12:46
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Os atores do setor privado não financeiro em Portugal têm registado uma tendência de maior endividamento ao longo do último ano. De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal (BdP), o endividamento total do setor não financeiro – público e privado – fixou-se em 813,2 mil milhões de euros em setembro de 2024. Destes, 454,3 mil milhões de euros pertenciam ao setor privado e 358,8 mil milhões são do setor público.
Os privados tiveram um aumento de dívida em cadeia de 2,7 mil milhões de euros em setembro deste ano. Dentro desta subida, cerca de 2 mil milhões são responsabilidade das empresas privadas e cerca de 640 milhões pertencem a particulares. Estes últimos dizem respeito, maioritariamente, a créditos à habitação, esclarece o BdP.
Em termos de variação anual, as empresas privadas tiveram um aumento de 0,9% face ao período homólogo. No mês anterior, o endividamento tinha reduzido 0,7% quando comparado com agosto de 2023. No entanto, numa perspetiva mais macro, a taxa de variação anual do endividamento tem vindo a subir desde o final de 2023, sendo que a última variação positiva tinha sido registada em abril de 2023.
Também os particulares registam a mesma tendência, apesar de terem voltado a variações positivas já em fevereiro deste ano. O endividamento dos particulares em setembro subiu 2,5% em termos homólogos, uma subida superior à do mês anterior, em que o incremento foi de 2%. Esta é a maior variação anual desde janeiro de 2023, mês em que a taxa de variação foi de 2,6%.
Em sentido inverso, o setor público não financeiro viu o endividamento cair em cerca de 300 milhões de euros. A entidade reguladora explica que isto se deve, sobretudo, à amortização líquida de títulos de dívida de curto prazo, uma redução de 1,5 mil milhões de euros. Por outro lado, as responsabilidades em depósitos do Tesouro aumentaram 1,4 mil milhões.
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