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Gabriel Bernardino: “Uma coisa é ter bons códigos de governação, outra é saber se as regras são aplicadas!”
O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões assistiu à segunda edição dos Top Talks, organizada pelo Jornal PT50 em parceria com a CFA Society Portugal, a Euronext Lisbon e a Ivens Governance Advisors
16 Set 2026 - 09:30
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Gabriel Bernardino presidente da ASF nas Top TalksFoto Melissa Dores
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Gabriel Bernardino presidente da ASF nas Top TalksFoto Melissa Dores
O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) assistiu à segunda edição dos Top Talks, organizada pelo Jornal PT50 em parceria com a CFA Society Portugal, a Euronext Lisbon e a Ivens Governance Advisors, e deixou o seu testemunho enquanto supervisor: “Uma coisa é ter bons códigos, boas regras de governação e apresentações fantásticas em PowerPoint… outra coisa é perceber se, efetivamente, essas boas práticas são aplicadas na realidade”, afirmou Gabriel Bernardino.
O presidente da ASF recordou os tempos em que Portugal “importou as melhores práticas que já se viam nas instituições de referência” e criou “códigos de boa governação com coisas sensatas e que fazem todo o sentido”.
Mas, para aquele responsável, “o teste do algodão” está na aplicação prática dessas regras. “Na Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (EIOPA), quando estávamos a discutir as regras de Solvência II, eu dizia aos meus colegas, quando falávamos de governance: façam só uma pergunta: em quantas situações uma decisão do ‘board’ teve impacto e mudou uma proposta de atuação, uma estratégia ou um produto?”
“A resposta a essa pergunta traduz se os sistemas serão eficazes ou não em termos de governance”, refere Bernardino, que acrescenta: “Se a resposta for negativa e não existir nenhuma mudança, então é porque a boa governance não é real. As coisas nunca são perfeitas”.
Para o presidente da ASF, o grande desafio da supervisão em termos de governance é “passar para além da implementação no papel para a implementação na prática e na realidade”, porque, em última instância, os “acionistas são os mais interessados em que o ‘board’ funcione bem”.
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