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Isabel Ucha: “É a escolha dos administradores executivos que faz a diferença”

Presente em mais uma edição das Top Talks, a CEO da Euronext Lisboa deu o exemplo do Grupo Jerónimo Martins para ilustrar quanto vale uma boa decisão de gestão

16 Set 2026 - 12:28

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Isabel Ucha CEO da Euronext Lisboa nas Top TalksFoto Melissa Dores

Isabel Ucha CEO da Euronext Lisboa nas Top TalksFoto Melissa Dores

“É minha convicção que, independentemente do modelo de governance, o fulcral é a escolha e a qualidade dos administradores executivos. São eles que fazem a diferença na gestão da empresa”, afirmou ontem a CEO da Euronext Lisboa, durante mais uma edição das Top Talks, organizada pelo Jornal PT50 em parceria com a CFA Society Portugal,  a Euronext Lisbon e a Ivens Governance Advisors.

Isabel Ucha deu o exemplo concreto de uma empresa cotada – o Grupo Jerónimo Martins –, que tomou a decisão de contratar um administrador executivo externo ao próprio Grupo para ajudar numa situação em que a sociedade atravessava tempos mais difíceis.

“A Jerónimo Martins, nos anos 90, iniciou um processo de internacionalização muito ambicioso e existiram momentos nesse processo que não correram bem. O acionista, que é a família Soares dos Santos, tomou a decisão de ceder a sua posição como CEO a um CEO externo – Luís Palha da Silva –, que levou a cabo uma grande reestruturação e depois devolveu essa posição de CEO à família”, relatou Isabel Ucha.

Para a CEO da Euronext Lisboa, esta decisão mostra que “o acionista teve a capacidade de ajustar a governance às necessidades da empresa e da sociedade”, acrescentando que “aqui temos um exemplo de como o papel do acionista e o modelo de uma boa governance funcionaram no sentido de melhorar a organização”.

Isabel Ucha chamou a atenção para o tipo de decisões que os vários tipos de acionistas são chamados a tomar, referindo que “os investidores institucionais são, normalmente, mais passivos e financeiros e depois existem aqueles acionistas com maiores posições que nomeiam os administradores executivos”, reforçando a ideia de que é esta “escolha executiva” que é fundamental para o sucesso da empresa.

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