2 min leitura
Governo angolano preocupado com crescimento do crédito malparado no setor financeiro
O executivo angolano revelou nesta quinta-feira que quase 20% do crédito bancário em Angola está em situação de incumprimento, considerando que é urgente a consolidação de mecanismos eficazes de recuperação.
03 Jul 2025 - 15:38
2 min leitura
Foto: Pixabay
Mais recentes
- Venda secundária de ações da Revolut coloca avaliação da empresa acima de 100 mil milhões
- Representante dos lesados do BPP considera “perfeitamente absurdo” Comissão Liquidatária demorar 16 anos a liquidar um “banco mínimo”
- Banco de Portugal está a preparar comparador de remuneração de depósitos
- CEO do Nubank e do BNY entram na administração da OpenAI
- Portugueses investiram mais 636 milhões em Certificados de Aforro em junho
- Buscas na sede do Deutsche Bank por suspeitas relacionadas com Postbank
Foto: Pixabay
“Hoje, cerca de 20% do crédito bancário em Angola está em situação de incumprimento. Este número, por si só, diz-nos quão urgente é a consolidação de mecanismos eficazes de recuperação e reestruturação”, afirmou nesta a secretária de Estado do Orçamento de Angola, Juciene de Sousa.
Segundo a governante, se a conjuntura atual, “marcada pela inflação resistente e crescimento ainda modesto”, coloca desafios à atividade empresarial, “então mais importante ainda é a existência de um regime de insolvência que permita reorganizar, salvar e relançar empresas com potencial”.
Em declarações na abertura da 1.ª Conferência Internacional sobre Recuperação de Empresas e Insolvência, Juciene de Sousa considerou que um bom sistema de insolvência não é apenas uma medida jurídica, mas sim uma alavanca de política económica, um escudo de proteção ao emprego e um sinal de maturidade institucional.
“Não basta mudar a lei — é preciso mudar práticas, reforçar estruturas, formar quadros e, sobretudo, construir uma cultura jurídica e económica que reconheça o valor da reestruturação como alternativa viável à dissolução”, disse aquela responsável.
O evento, que congrega oradores angolanos e outros provenientes do Brasil e de Portugal, é uma realização da RECREDIT – empresa angolana de recuperação do crédito malparado na banca.
A RECREDIT anunciou, em maio passado, que recuperou 31,19 mil milhões de kwanzas (quase 30 milhões de euros) em crédito malparado no exercício económico de 2024, que representa 109% do objetivo estabelecido, “superando as expectativas operacionais”.
Agência Lusa
Editado por JornalPT50
Mais recentes
- Venda secundária de ações da Revolut coloca avaliação da empresa acima de 100 mil milhões
- Representante dos lesados do BPP considera “perfeitamente absurdo” Comissão Liquidatária demorar 16 anos a liquidar um “banco mínimo”
- Banco de Portugal está a preparar comparador de remuneração de depósitos
- CEO do Nubank e do BNY entram na administração da OpenAI
- Portugueses investiram mais 636 milhões em Certificados de Aforro em junho
- Buscas na sede do Deutsche Bank por suspeitas relacionadas com Postbank