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IA pode reduzir custos da banca em cerca de 30% até 2030 e aumentar rentabilidade na mesma proporção
Segundo o estudo da BCG, os agentes de IA têm um poder transformador em 'bakk office', 'compliance' e análise de crédito.
25 Mai 2026 - 15:01
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Inteligência Artificial/Foto: Freepick
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Inteligência Artificial/Foto: Freepick
Um estudo da Boston Consulting Group (BCG), em parceria com a OpenAI, concluiu que a adoção de agentes de Inteligência Artificial (IA) na banca pode, até 2030, aumentar a rentabilidade das instituições financeiras até 30% e reduzir os custos em 30% a 40%. “O verdadeiro impacto da IA na banca não está nas interfaces de conversação, mas na capacidade de integrar agentes autónomos em processos operacionais críticos e regulados – aqueles onde ainda hoje subsiste uma dependência excessiva de tarefas manuais e de reconciliação de informação entre sistemas”, observa a BCG.
Segundo o comunicado da consultora, o estudo foca-se nos agentes de IA e no “potencial transfromardor” que estes têm para as operações da banca de retalho, especialmente no ‘back office’, ‘compliance’ e análise de crédito. “Os bancos que conseguirem escalar esta abordagem não apenas reduzirão custos, como também aumentarão a produtividade, encurtarão tempos de resposta e melhorarão a experiência do cliente”, defende.
Apesar de terem investido “fortemente” na digitalização nas últimas décadas, “muitas operações continuem dependentes de intervenção manual – reconciliação de dados entre sistemas, síntese de informação e encaminhamento de casos para decisão. São precisamente estas atividades que os agentes de IA permitem automatizar, assegurando simultaneamente rastreabilidade, auditabilidade e conformidade regulatória”, nota o estudo.
De acordo com a BCG, as áreas com maior potencial de transformação identificadas são o ‘onboarding’ de crédito, as revisões de ‘compliance’ e documentação regulatória, a gestão de pedidos de clientes e tratamento de exceções e revisão de casos complexos. “Ao libertar as equipas destas tarefas, os bancos podem reorientar o talento humano para atividades de maior valor acrescentado”, argumenta a BCG.
O estudo realça a relevância do tópico num contexto de entrada em vigor do DORA e do AI Act, que exige que as instituições financeiras demonstrem “governança robusta e auditabilidade nos sistemas de IA”.
A BCG conclui que muitos bancos ainda se encontram numa fase inicial de adoção, com “iniciativas frequentemente limitadas a projetos-piloto isolados”. O estudo recomenda, para uma escala com sucesso, “implementar inicialmente em processos intensivos em documentação, integrar com os modelos de risco e políticas de crédito existentes, realizar testes rigorosos com dados históricos antes de qualquer implementação e criar uma camada centralizada de governação e controlo que assegure autenticação, auditoria e conformidade”.
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