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Impostos mais elevados fazem lucro do Grupo ABANCA cair 13,6% até setembro

O Grupo ABANCA atingiu um lucro de 579,1 milhões. Em Portugal, o resultado líquido cresceu 19,9% para 69,3 milhões.

27 Out 2026 - 10:35

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Foto ABANCA

abanca espacio avenida a coruña

Foto ABANCA

O Grupo ABANCA revelou, nesta terça-feira, ter fechado os primeiros nove meses do ano com um lucro de 579,1 milhões de euros, que correspondem a uma queda de 13,6% em relação ao mesmo período de 2025. O banco explica que o aumento da taxa efetiva de impostos se deve a uma menor utilização de créditos fiscais.

Excluindo o valor dos impostos, que mais do que duplicou, o resultado operacional da instituição espanhola cresceu 2,4% para 764,5 milhões.

De acordo com a informação divulgada pelo banco, as receitas totais ascenderam a 1,67 mil milhões, mais 3,7% do que no período homólogo. A margem financeira aumentou 1% para 1,21 mil milhões, enquanto as receitas de comissões subiram 11,6% para 307,1 milhões.

Por sua vez, os custos operacionais aumentaram 3,6% para 856,9 milhões. O ABANCA indica que o rácio de eficiência se fixou em 51% no terceiro trimestre, caindo 21 pontos base em cadeia.

O banco manteve o seu rácio CET1 em 13,3% entre setembro de 2025 e setembro de 2026. Já o RoTE fixou-se em 12,2%.

Olhando apenas para a atividade do banco em Portugal, o resultado líquido é mais positivo. O lucro do ABANCA Portugal cresceu 19,9% para 69,3 milhões.

A instituição reportou receitas totais de 253,2 milhões, mais 2% do que um ano antes. A margem financeira subiu 0,4% para 186,8 milhões e as comissões aumentaram 6,6% para 53,9 milhões.

No sentido inverso, as despesas operacionais baixaram 8,3% para 145 milhões.

O volume de negócios a nível nacional ascende a 21,26 mil milhões, mais 4% do que um ano antes. A carteira de crédito cresceu 4,3% para 9,02 mil milhões, enquanto os depósitos de clientes caíram de 9,21 mil milhões para 9,03 mil milhões.

O RoTE é de 11,4% e o rácio CET1 de 19,1%. Já o rácio NPL é de 2,1%.

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