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PT50

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agostinho silva

Foto Arquivo RTP

Como podem as ideias de um filósofo ajudar a pensar o papel das organizações na sociedade contemporânea? E de que forma o cooperativismo pode contribuir para um desenvolvimento que vá além dos indicadores económicos, valorizando também a cultura, a participação e o bem-estar das comunidades?

Estas são algumas das questões que estarão em debate no colóquio “A jangada do Sul: Agostinho da Silva e o Cooperativismo”, que se realiza a 3 de novembro, a partir das 14h, no Teatro-Cine de Torres Vedras, integrado nos XII Colóquios Internacionais Luso-Brasileiros.

Promovida pela Caixa Agrícola de Torres Vedras, a iniciativa assinala os 120 anos do nascimento de Agostinho da Silva e propõe uma reflexão sobre a atualidade do seu pensamento, colocando-o em diálogo com os princípios do cooperativismo e os desafios das comunidades contemporâneas.

O cooperativismo como compromisso com a comunidade

Num contexto em que as organizações são cada vez mais chamadas a demonstrar o seu contributo para o desenvolvimento sustentável, o modelo cooperativo distingue-se por uma lógica que não se esgota na atividade económica. A participação dos membros, a proximidade aos territórios e a criação de valor para a comunidade fazem parte da sua identidade.

É neste enquadramento que ganha particular relevância o 7.º princípio cooperativo, o interesse pela comunidade, que estabelece que as cooperativas devem trabalhar para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão inseridas, através de políticas aprovadas pelos seus membros.

Para Manuel José Guerreiro, presidente do Conselho de Administração da Caixa Agrícola de Torres Vedras, esta dimensão deve também ser pensada a partir do papel da cultura no desenvolvimento das sociedades. O responsável destaca a crescente discussão em torno da possibilidade de reconhecer a Cultura como um 18.º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, uma proposta que procura dar maior visibilidade à sua importância nas políticas de desenvolvimento.

Embora não constitua, atualmente, um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável oficialmente adotados pelas Nações Unidas, esta perspetiva reforça uma questão central para o setor cooperativo: o desenvolvimento das comunidades depende não apenas dos recursos económicos, mas também do conhecimento, da participação, da inclusão e da vitalidade cultural.

A realização deste colóquio enquadra-se na identidade cooperativa da Caixa Agrícola de Torres Vedras e no seu compromisso com a promoção do conhecimento e com o desenvolvimento da comunidade, aproximando o pensamento humanista dos desafios concretos da vida coletiva.

Um programa entre Portugal e o Brasil

O programa reúne intervenções de José Maurício de Carvalho, Renato Epifânio, Rodrigo Sobral Cunha, Sílvia Leite, Paulo Borges, Ângela Santos, Vítor Melícias e Manuel José Guerreiro, que irão abordar temas como o pensamento de Agostinho da Silva, as raízes do espírito cooperativo em Portugal, a espiritualidade e a inclusão. O debate e o encerramento, previstos para as 17h00, realizam-se em parceria com o MIL — Movimento Internacional Lusófono, a revista Nova Águia, o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, a Associação Agostinho da Silva e a PASC — Plataforma de Associações da Sociedade Civil / Casa da Cidadania. O evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras.

A participação está sujeita a inscrição obrigatória, devido à limitação de lugares.

As inscrições podem ser efetuadas online através do portal de eventos da Caixa Agrícola de Torres Vedras.

 

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